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sábado, setembro 24, 2011

Festival de Jardins

Ainda tem mais algumas semanas para visitar o Festival Internacional de Jardins, sob o tema A Floresta no Jardim. Entretanto, são anunciados os Jardins p'ra comer.

[na foto: pormenor de A Floresta de Infância/The Forest of Childhood, de Laura Feliciani e Silva Petrini]

quarta-feira, outubro 28, 2009

Festival de Jardins_projecto Natureza em Risco

Natureza em Risco
[vale a pena espreitar a página, depois de uma visita ao local!]

quarta-feira, junho 17, 2009

Festival Internacional de Jardins, 2009

Algumas imagens como "aperitivo" para uma visita... com tempo!

segunda-feira, outubro 13, 2008


António Matos Reis, natural de Fornelos (Ponte de Lima), foi distinguido com o Prémio A. de Almeida Fernandes, instituído pela Fundação Mariana Seixas (Viseu), pelo seu trabalho "História dos Municípios (1050-1383)", editado pela Livros Horizonte. De acordo com a agência Lusa, o júri considerou o trabalho "notável pela clareza e segurança de análise, com um universo documental vasto e tratamento metodologicamente irrepreensível", tendo o autor prestado "um contributo muito significativo no estudo da organização municipal portuguesa". A obra é o resultado do seu doutoramento e vem na sequência de um trabalho rigoroso e consistente sobre os municípios portugueses. Na mesma editora é possível encontrar publicada a sua tese de mestrado: "Origens dos Municípios Portugueses" (1990, 2002). De acordo com a fonte citada, a cerimónia de entrega do prémio está marcada para 29 de Novembro, em Óbidos.

Tinhamos escrito, há um ano, aquando da primeira edição que a Festa das Colheitas/ArtColheitas, organizada na Gemieira, tinha "potencialidade para se tornar num evento marcante na agenda cultural do concelho". O programa do presente ano evidenciou esse crescimento augurado. Destacamos alguns aspectos positivos: a manutenção de um espaço expositivo decorado com elementos da terra, associados às colheitas, recorrendo a estruturas simples que acentuam a ruralidade; a presença, plenamente integrada no âmbito do evento, da "Agricultura Biológica", reveladora da vitalidade de um mundo rural que não se crer cristalizado nem (simplesmente) folclorizado; as preocupações de organização do trânsito e limpeza (casas de banho portáteis, contentores de lixo...). Algumas notas para o futuro, para que não se passem por "crises de crescimento": ordenar o espaço de forma a que os diferentes espaços expositivos estejam bem demarcadas; evitar transformar o evento numa "feira" idêntica a muitas outras (é necessário evidenciar a individualidade do evento); escolher os "vendedores" privilegiando aqueles que estão ligados à actividade agrícola; evitar o "império da cerveja". Para os que não tiveram oportunidade de visitar o ArtColheitas, notemos que é uma organização da Associação do Povo de Santiago de Gemieira, uma interessante iniciativa associativa local, assente num conjunto de parcerias que pode conhecer melhor no sítio http://www.artcolheitas.com/, de excelente qualidade gráfica.

Estão abertas, até ao dia 30 de Outubro as incrições, para a edição de 2009 do Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, cujo tema é "Artes no Jardim". Se quiser saber mais sobre o concurso deste evento que anualmente cria doze jardins efémeros, aceda ao sítio http://www.festivaldejardins.cm-pontedelima.pt/.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Festival de Jardins_2007

Veja o Festival Internacional de Jardins (edição 2007) no portal de arquitectura e urbanismo brasileiro Vitruvius.

quinta-feira, julho 19, 2007

Revista "Jardins" publica reportagem sobre Festival de Jardins de Ponte de Lima





A edição de Julho de 1007 (nº 58) da revista "Jardins", dedica algumas páginas ao terceiro Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima. Trata-se de um artigo da autoria de Elsa Matos Severino, arquitecta paisagista. Uma referência sucinta e descritiva de todos os jardins em concurso é acompanhada por fotografias de Francisco Caldeira Cabral, paisagista. A capa da revista destaca o jardim "Sonho Meu, Sonho Meu", concebido por Miguel Peixoto/Filipe Mota, o mais votado na edição transacta do Festival.

sexta-feira, julho 13, 2007

Do ready-made de Duchamp ao jardim “O homem que plantava árvores”

Na visita que realizamos ao 3º Festival Internacional de Jardins, a observação do trabalho intitulado “O homem que plantava árvores”, dos arquitectos Ana Rita Morais e Paulo Tavares Pereira, permitiu-nos realizar um percurso visual que, situando-se além da leitura – fundada na literatura – a que somos remetidos pelos autores (veja-se o catálogo), parece-nos evidente e marcante.
O objecto central desse percurso é um poste de madeira cravado de garrafas de plástico, idênticas àquelas que se encontram no solo transformadas em “vasos” para novas plantas. Se no piso temos as garrafas de plástico a acondicionar as novas árvores, no poste temos uma “árvore” construída a partir daquele material reciclável. Esta construção remete-nos visualmente para o trabalho de Joana Vasconcelos (nasc. 1971), “Néctar” (2006), exposto na entrada do recém inaugurado Museu Berardo (http://www.berardocollection.com/), no Centro Cultural de Belém. Trata-se, segundo as palavras da artista, da versão feminista do conhecido «ready-made» de Marcel Duchamp, “O Escorredor” ou “Secador de Garrafas”.
Marcel Duchamp, em 1914, adquirira numa loja de Paris, um escorredor de ferro galvanizado para garrafas, produto industrial, que expôs como escultura, atribuindo a este objecto (e a outros similares) a designação de “ready-made”. Conceptualmente, o escorredor de garrafas só passou a ser um “ready-made” a partir de 1916. O mesmo fizera com uma roda de bicicleta, com uma pá para neve ou, mais tarde, com um urinol. O “ready-made” assenta no exercício de retirar os objectos da sua função utilitária corrente e, uma vez assinados e datados, expô-los como obras de arte. Este exercício de selecção, descontextualização e de atribuição de nova função suscitou o questionamento do conceito e do papel da arte, abrindo portas à afirmação de uma nova estética ou mesmo à negação da arte. Para os dadaístas, grupo em que se integra Duchamp, o que determina o valor estético de um objecto é o acto mental.
Desconhecendo se para os arquitectos autores do projecto estes referentes visuais e conceptuais tiveram qualquer papel na construção do seu jardim, parece-nos muito plausível notar a influência retiniana (e lúdica) do trabalho de Joana Vasconcelos, que se funda no valor da descontextualização e na apropriação dos objectos quotidianos, atribuindo-lhes novas funcionalidades, num modo próximo de Duchamp.
[Nas imagens (segundo a ordem de exposição): Aspecto da "árvore" de garrafas de plástico presente no jardim "O homem que plantava jardins", dos arquitectos Ana Rita morais e Paulo Tavares Pereira, 3º Festival Internacional de Jardins (2007), foto de jcml; "Néctar" de Joana Vasconcelos; "O Escorredor" de Marcel Duchamp (1914/1964)]

terça-feira, outubro 10, 2006

Festival de Jardins_2006






















A flor tem a linguagem de que a sua semente não fala.
A raiz não parece dar aquele fruto.
Não parece que a flor e a semente sejam da mesma linguagem.
Retirada a linguagem
a semente é igual a flor
a flor igual a fruto
fruto igual a semente
destino igual a devir.
E era o que se pedia: igual.

José de Almada Negreiros (1893-1970), Poemas.


Tem, apenas até ao dia 30 de Outubro, a possibilidade de se confrontar com os jardins do Festival deste ano. Estaremos perante projectos de arte com jardins ou projectos de jardins com arte ou, ainda, com espaços hibrídos característicos dos tempos que correm, onde as clássicas fronteiras entre arte e jardim se diluem?

[foto: jcml, aspecto do jardim "A Música da Horta", Festival de Jardins, 2006]

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