quarta-feira, dezembro 23, 2009

Natal

Uma pequenina luz

Uma pequenina luz bruxuleante
não na distância brilhando no extremo da estrada
aqui no meio de nós e a multidão em volta
une toute petite lumière
just a little light
una picolla... em todas as línguas do mundo
uma pequena luz bruxuleante
brilhando incerta mas brilhando
aqui no meio de nós
entre o bafo quente da multidão
a ventania dos cerros e a brisa dos mares
e o sopro azedo dos que não a vêem
só a adivinham e raivosamente assopram.
Uma pequena luz
que vacila exacta
que bruxuleia firme
que não ilumina apenas brilha.
Chamaram-lhe voz ouviram-na e é muda.
Muda como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Brilhando indefectível.
Silenciosa não crepita
não consome não custa dinheiro.
Não é ela que custa dinheiro.
Não aquece também os que de frio se juntam.
Não ilumina também os rostos que se curvam.
Apenas brilha bruxuleia ondeia
indefectível próxima dourada.
Tudo é incerto ou falso ou violento: brilha.
Tudo é terror vaidade orgulho teimosia: brilha.
Tudo é pensamento realidade sensação saber: brilha.
Tudo é treva ou claridade contra a mesma treva: brilha.
Desde sempre ou desde nunca para sempre ou não:
brilha.
Uma pequenina luz bruxuleante e muda
como a exactidão como a firmeza
como a justiça.
Apenas como elas.
Mas brilha.
Não na distância. Aqui
no meio de nós.
Brilha.

Jorge de Sena

domingo, dezembro 06, 2009

Folhas caídas na Avenida, escutando a poesia de Yeats

Embora muitas sejam as folhas, a raiz é só uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilaram ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no coração da verdade.
(poema "Com o Tempo a Sabedoria")

quarta-feira, novembro 04, 2009

20 anos depois da queda do Muro de Berlim...

... continuam a ser construídos muros no Mundo!

[no topo da imagem à esquerda: muro entre a fronteira do Estados Unidos da América e o México; no topo à direita, muro na Palestina; na parte inferior da imagem, à esquerda, muro construído numa cidade brasileira para separar as favelas da restante cidade; no fundo, à direita, muro construídos por Israel]

[...] Dizem que esta cidade tem dez milhões de almas/Umas vivem em palácios, outras em mansardas/contudo não há lugar para nós, minha querida, não há lugar para nós. (W. Auden, Canção)

[...] E desça novo esforço ao fraco esp'rito./Vença a razão à tão cega vontade,/Levante um alto muro de paciência,/Deixe já as sombras vãs pela verdade. (António Ferreira)

quarta-feira, outubro 28, 2009

Festival de Jardins_projecto Natureza em Risco

Natureza em Risco
[vale a pena espreitar a página, depois de uma visita ao local!]

terça-feira, outubro 06, 2009

Dos livros e do património local

Duas notas a propósito de duas iniciativas culturais.

1. A edição do jornal Expresso de 3 de Outubro de 2009, inclui na revista Actual uma análise ao trabalho de J. Cândido Martins sobre António Feijó, recentemente publicado pela Caixotim, assinada por António Valdemar. O registo começa por constatar que António Feijó é "o mais injustamente esquecido poeta da sua geração" e que, quando evocado, é circunscrito ao Alto Minho e particularmente ao grupo de poetas líricos do Lima. Considerando o texto de Cândido Martins "sobrecarregado com adjectivação desnecessária e obsoleta", nota que "a informação biobliográfica é rigorosa" e destaca a ilustração. No nosso ponto de vista, o livro "António Feijó - O Homem e a Obra" (2009) teve o mérito de, mais uma vez, ligar o nome e a obra à terra natal do poeta. Todas as obras que contribuam para inscrever o seu nome e trabalho literário na memória colectiva da região são bem acolhidas. Concordamos, contudo, com o recensor António Valdemar no que se refere ao esquecimento da sua obra no contexto da produção literária nacional da época... esse é um exercício que continua por realizar e que caberia a Ponte de Lima encetar, quiça com a promoção de um círculo de estudos ou congresso centrado na sua pessoa e obra, com a presença de especialistas nacionais nesta temática, com reconhecido mérito científico.
2. O Museu dos Terceiros tem on-line a lista das 20 peças que procuram um mecenas, mote de uma exposição temporária em curso. Entre elas encontramos o livro de Manuel de Andrade de Figueiredo, intitulado Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar. Trata-se de uma obra dedicada ao ensino elementar, cuja 1ª edição terá sido licenciada em 1722, realizada por um mestre competente e calígrafo invulgar. Rómulo de Carvalho, na História do Ensino em Portugal, considera-a "uma obra máxima da pedagogia portuguesa". A sua presença naquele complexo conventual não deixará de estar relacionada com o facto de ter sido lugar de instrução. Quanto ao projecto do MUTE, deixamos o nosso aplauso e este humilde contributo na divulgação.

quarta-feira, setembro 23, 2009

quarta-feira, setembro 16, 2009

Feiras Novas 2009

16 de Setembro Abertura da Iluminação 22:00 Encontro Concelhio de Concertinas (Praça de Camões) * 17 de Setembro 22:00 Grupo “Quatro Ventos” / Grupo Cantares de Outono (Praça de Camões) * 18 de Setembro - Noite da Música 19:00 Bandinha da Alegria (Animação de Rua) 20:30 Grupo Verdes Anos - Fados e Baladas de Coimbra (Jardim do Paço do Marquês)22:00 Orquestra Brass Band (Largo de S. João) 22:00 Canções de outrora, música de sempre com Inês Santos e Pedro Miguéis (Praça de Camões) 23:00 Actuação das Bandas de Moreira do Lima e de Rio Mau (Praça de Camões) 00:30 Fogo * 19 de Setembro - Noite das Rusgas 01:30 Tunas - Praça de Camões 08:30 Concurso Pecuário (Expolima) 08:30 Grupo de Música Popular da Feitosa (Expolima) 08:30 Zés Pereiras e Gaiteiros 09:00 Grupo de Cultura Musical de Ponte de Lima e Banda da Carregosa (Praça de Camões) 11:30 Desfile Pecuário 12:00 Concentração dos Zés Pereiras (Praça de Camões) 14:30 Inscrições para a Corrida de Passo Travado (Expolima) 15:00 Corrida de Garranos (Expolima) 16:00 Cortejo Etnográfico 22:30 Rusgas, Concertinas e Folclore 01:00 Fogo 01:30 Cantares Alentejanos * 20 de Setembro - Noite do Fogo 08:30 Zés Pereiras e Gaiteiros 09:00 Banda de Revelhe e Banda de Freamunde (Praça de Camões) 11:30 Grupo de Danças e Gaitas Queixumes dos Pinos, Banda de Gaitas de “Charamuscas”e a Banda de Rua NemFá NemFum 12:00 Concentração de Zés Pereiras (Praça de Camões) 16:00 Cortejo “Ponte de Lima, Terra da Natureza” 20:00 Fanfarra de Escuteiros de Vitorino de Piães Desfile do Folclore 21:00 Festival Folclore (2) (Arnado e Paço do Marquês)22:00 Bandinha do Castelo (Animação de Rua) 00:30 Espectacular Sessão de Fogo de Artificio * 21 de Setembro - Noite do Baile 09:00 Banda de S. Martinho da Gandra e Banda de Moreira do Lima (Praça de Camões) 10:30 Missa Solene (Igreja Matriz) 16:30 Imponente Procissão em Honra de Nª Sr.ª das Dores 20:30 Banda do Galo (Praça de Camões) 22:00 Grupo Musical Império Show (Praça de Camões).

sexta-feira, setembro 04, 2009

Cumprindo a tradição de ver a luz na véspera das Feiras Novas, surge "O Anunciador das Feiras Novas". Publicamos a capa, com pintura de Rogério Martins (Gero) e arranjo gráfico de Patrício Brito, responsável pela paginação. Colaboraram neste número (o 26º), editado pela Associação Empresarial de Ponte de Lima e coordenado por Alberto do Vale Loureiro, mais de trinta autores que tratam, nas 224 páginas, diversos temas da vida e da cultura de Ponte de Lima.

segunda-feira, agosto 31, 2009

Nova publicação de António Manuel Couto Viana

António Manuel Couto Viana, um dos colaboradores assíduos da revista "O Anunciador das Feiras Novas", fazendo juz ao reconhecido mérito literário e à sua profícua produção, traz ao lume mais uma publicação: “Que é que eu tenho, Maria Arnalda? e outros contos pícaros”. A apresentação do livro, promovida pela Casa do Concelho de Ponte de Lima, a Editora Opera Omnia e a Revista Limiana, terá lugar no próximo dia 12 de Setembro, pelas 18 horas, no Auditório do CITEFORMA - Centro de Formação Profissional dos Trabalhadores de Escritório, Comércio, Serviços e Novas Tecnologias, sito na Avenida Marquês de Tomar, n.º 91, em Lisboa. De acordo com a informação inserta no blogue da Revista Liminana "a obra será apresentada pelo escritor vianês Ricardo de Saavedra, seguindo-se uma intervenção do autor, a actuação do Grupo de Cavaquinhos da Casa do Concelho de Ponte de Lima e uma sessão de autógrafos".

sábado, agosto 29, 2009


[...]
Mergulho em longos, loucos devaneios...
Vejo confeitos de cristal nas fontes
E o Lima, ao fundo, em lubricos coleios...

Teófilo Carneiro

sexta-feira, agosto 14, 2009

Há vida no Arquivo!

Numa das minhas visitas recentes ao sítio do Arquivo Municipal de Ponte de Lima deparei com mais uma iniciativa louvável. Desta feita trata-se de um produto de âmbito educativo intitulado No reino da informação: uma visita ao Arquivo Municipal de Ponte de Lima. A publicação está on-line. É mais uma manifestação do trabalho regular de divulgação do arquivo e das actividades que nele se exercem. Trabalho que se tem pautado pela qualidade e pelo carácter sistemático, a que não é alheio o papel da sua Directora e que, gradualmente, se inscreve no âmbito da actividade cultural e educativa do Município, cada vez mais integrada. Como bem comprova o Arquivo, no meio dos "papéis velhos" há vida!
Referência: No reino da informação: uma visita ao Arquivo Municipal de Ponte de Lima. Texto do Arquivo Municipal de Ponte de Lima; colab. Arquivo Distrital de Viana do Castelo; coord. Franclim Sousa. Ponte de Lima: Município de Ponte de Lima, 2007. ISBN: 978-972-8846-10-7.

segunda-feira, agosto 03, 2009

A propósito dos "80 anos de Zeca"

Teve ontem início, em Coimbra e no dia em que Zeca Afonso completaria 80 anos, o projecto Memorial José Afonso (1929-2009) que, segundo a edição do jornal Público de 2 de Agosto de 2009, só terminará a 3 de Outubro. Várias iniciativas artísticas, literárias e culturais recordarão a vida e obra de Zeca Afonso. O Porto e a Galiza envolver-se-ão noutros actos de homenagem ao cantor, até 1 de Agosto de 2010.
Recentemente, foi editada um fotobiografia com texto de Irene Flunser Pimentel, pela editora Círculo de Leitores (2009), cuja capa reproduzimos parcialmente. Em pelo menos duas circunstâncias a autora dá nota das relações deste "cantor comprometido" com a vila de Ponte de Lima.
A primeira quando se refere ao avô materno, Domingos José Cerqueira (1870-1927). Nascido em Ponte de Lima, este professor exerceu na vila, quer como professor livre quer professor oficial, e foi autor da Cartilha Escolar (1912). Sobre ele escrevemos em 2005, na edição impressa de O Anunciador das Feiras Novas. No livro a que nos temos vindo a referir, transcrevem-se algumas palavras de Zeca Afonso relativas a este seu ascendente, que reproduzimos: "[era] um maçon de Aveiro, republicano, um gajo daqueles bigodudos, que esteve ligado a um movimento importante de renovação escolar (...) introduziu o culto da árvore nas escolas e chegou a fazer uma "cartilha", a segunda, depois da Cartilha Maternal de João de Deus" (p. 19).
A segunda referência, surge na árvore genealógica (p. 192) onde podemos verificar que a linha de parentesco materna está indelevelmente associada a Ponte de Lima. Sua mãe, Maria das Dores Dantas Cerqueira nasceu na vila, em 1901, e toda a sua ascendência nasceu nas margens do Lima. Um segundo avô de Zeca Afonso era um cocheiro, outro nascera em São Martinho da Gandra; um dos terceiros avós era vendedeiro e comerciante. Uma das segundas avós era uma jornaleira nascida em Arcozelo, assim como uma das terceiras avós.
Esta relação familiar, do meu ponto de vista, é mais um motivo para os agentes culturais da vila estabelecerem, através de algumas iniciativas, uma ligação entre as figuras da cultura nacional e a vila de Ponte de Lima.

segunda-feira, julho 20, 2009

domingo, julho 19, 2009

Exposição sobre Aleixo de Queiroz Ribeiro



Com o título de “Aleixo de Queiroz Ribeiro, Entre a Europa e a América, um percurso controverso e singular”, foi inaugurada uma exposição na Galeria do Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo sobre o escultor responsável, entre outras obras, pela imagem do Sagrado Coração de Jesus do Templo de Santa Luzia. A mostra inclui o busto de Vasco da Gama colocado no jardim do Convento de Refoios do Lima. Voltaremos ao assunto, depois de uma visita ao referido espaço de exposição.

quinta-feira, julho 02, 2009

Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima

Começando no próximo dia 11 de Julho, a edição deste ano do Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima, conta com a presença, entre outros, da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, o Doppio Ensemble, o Quarteto Lopes Graça, London Bridge Ensemble e do Quorum Ballet. Encerra dia 18, com um programa russo executado por orquestra e cantores.

quarta-feira, junho 17, 2009

Festival Internacional de Jardins, 2009

Algumas imagens como "aperitivo" para uma visita... com tempo!

terça-feira, junho 16, 2009

quinta-feira, junho 11, 2009

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terça-feira, junho 09, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

Integrando o programa da Feira do Livro de Ponte de Lima, certame a decorrer até 7 de Junho, na Expolima, no próximo dia 6 de Junho, pelas 17 horas, será apresentado o livro "Figuras Populares de Ponte de Lima", de Luís Dantas. Os trabalhos realizados pelo autor, quer nesta temática quer noutras, auguram um livro marcante. Entretanto, hoje foi dado a conhecer, em sessão própria, o livro Viajar com... António Feijó, de José Cândido Martins. O programa da Feira inclui outras apresentações, como pode ver aqui.

A Cidade do Sonho

[...]

Se o teu ânimo sofre amarguras na vida,
Deves empreender essa jornada louca;
O Sonho é para nós a Terra Prometida:
Em beijos o maná chove na nossa boca...

[...]

António Feijó
Sol de Inverno (1915)

terça-feira, maio 26, 2009

Para que serve um areal?

A recente intervenção no areal suscitou alguma perplexidade. Perdidos os usos forjados por séculos de história, à excepção da feira, parecem ter sumido as razões para manter aquele espaço como um simples areal. Este não é o meu ponto de vista. O areal é um objecto de natureza, formado por processos de sedimentação hidráulica. Desde logo, o areal conta-nos uma história natural, a da evolução dos elementos físicos, do devir da Natureza. Ponte de Lima merece muito do seu encanto à capacidade que os homens foram demonstrando, ao longo de séculos, de ligar a construção humana à forma primeva. Por outro lado, a sua configuração enquanto espaço urbano resultou de uma relação estreita com o rio, adaptando-se às mudanças impostas pela correnteza das águas e pelas areias (veja-se, por exemplo, a implantação das pontes romana e medieval). O areal sendo elemento natural é, também, coisa construída, testemunho de permanências e memórias. Não consideramos que salvaguardar a memória implique sempre acentuar as permanências. Contudo, não podemos deixar de notar que, perdidas muitas das funções tradicionais do areal (espaço de brincadeira, lugar de corar e estender roupa…) e sendo manifesta a inapropriada colonização pelos automóveis, resta a presença de uma forma. O areal tem, actualmente e do meu ponto de vista, na forma geral da vila uma função essencial: permitir a entrada de ar e de luz, permitir a respiração, e, dessa forma, suscitar a compreensão de um certo telurismo que justifica muitas das características de Ponte de Lima. Nessa medida, o areal deve ser sempre simples areal, um espaço público que nos permita fruir os elementos naturais, o casario, a ponte, o horizonte, as montanhas e o céu, sem intrusões visuais significativas ou intervenções que nos façam esquecer todo o espaço envolvente. Um areal, assim entendido, valoriza o edificado, dando-lhe monumentalidade. Um areal, assim sem outra função, reconduz Ponte de Lima às suas origens.

segunda-feira, maio 25, 2009

sexta-feira, maio 22, 2009

Conheça o programa da Feira Medieval.

terça-feira, maio 19, 2009

Museu dos Terceiros na web

Recomenda-se a visita ao sítio virtual do Museu dos Terceiros. Para além das informações gerais (horários, descrição das exposições temporárias e permanente...) e dos regulamentos (de visita e acesso a serviços), o visitante encontra o inventário, com um sistema de pesquisa simples, permitindo uma recuperação da informação ágil. Iniciativa louvável!

segunda-feira, maio 11, 2009

Pensando o aformoseamento da Montanha de Santa Maria Madalena

Como as estradas e os caminhos têm estórias e histórias (que, notemos, seria interessante recolher e estudar), aqui deixamos a notícia do estudo de abertura daquela que liga a vila ao Monte de Santa Maria Madalena. Sobre esta montanha e seu arranjo é obrigatória a leitura dos textos escritos pelo Padre Manuel Dias. Quanto à notícia, faz esta semana oitenta e seis anos que foi publicada. Com efeito, em Maio de 1923, a imprensa local noticiava o início dos trabalhos da "Comissão promotora do aformoseamento da montanha de Santa Maria Madalena", tendo realizado a "medição e estudo dos terrenos para a abertura do ramal de estrada para o alto da mesma". Escrevia o jornal Rio Lima (na edição de 13 de Maio) que "os srs. João Rodrigues de Morais e José Francisco de Amorim, aderam gratuitamente as suas propriedades, ali existentes, o terreno necessario para o córte da estrada, sendo de esperar que os demais proprietários lhe sigam o exemplo que é digno dos nossos melhores encomios". A referida notícia registava, ainda, que António Silva Barros se prontificara a fazer o estudo e traçado da estrada gratuitamente.

quinta-feira, abril 23, 2009

A vila em dia de feira (1901)

"... mas por ahi um pittoresco formigueiro de feirantes que iam e vinham num bulicio admiravel e num pardalar que azoinava. Aqui e além estadeavam-se os raros que, indifferentes á grande lucta pela vida, se inebriavam num invejavel dolce far niente; e pouco a pouco uns e outros foram abalando, mas sómente ao expirar do dia ficou esta villa na sua normal pacataz" (A Semana, 16 de Março de 1901).

sábado, abril 11, 2009

Doce Páscoa

Há gestos, imagens e objectos - portadores de memória - que nos levam ao comércio tradicional.

quinta-feira, abril 09, 2009

Afinidades Secretas de António Feijó

Contemplemos o tronco envelhecido. A custo
Nasce aquele renovo, e a todos os momentos
Alimenta-se e cresce e chega a ser arbusto,
Com os ramos cobrindo os galhos corpulentos
Do carcomido tronco...

A senectude austera,
Com grinaldas de musgo e com abraços de hera,
Trabalha e sofre e luta arrebatando a seiva,
Com a raiz cravada à produtiva leiva,
Para dar vida à infância!

Olhando o grupo eu cuido
Que prende a Natureza o mesmo estranho fluido;
Que no tronco e no arbusto e no reptil e na ave
Existe alguma coisa humamente suave,
Como no homem existe um pouco desse instinto
Da pantera ferida e do leão faminto...
António Feijó

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