segunda-feira, agosto 25, 2008

sábado, agosto 02, 2008

O domingo passado foi dia cheio, para as festas e arraiaes campestres. Festejou-se a Senhora da Boa-Morte, na freguezia de Correlhã, o Senhor da Cana Verde em Moreira, e houve a festa do Senhor, na de Sta. Comba. A concorrencia dos romeiros foi diminuta em todas ellas, attendendo ao calor do dia, e a não poderem estar em todas ao mesmo tempo. No domingo proximo festeja-se o Senhor da Saude, na freguezia de Sá, havendo na vespera, illuminação, muzica e fogo de artificio. É de presumir que a concorrencia seja maior, pela devoção que todos teem com imagem tão milagrosa. [O Lethes, 1865]

Por estes dias, entramos em contacto com a equipa responsável pelo jardim "Le Feu et 300 Arbres" (O Fogo e 300 Árvores), concebido por Sylvian Morin e Aurélien Zoia, arquitectos paisagistas, para o 4º Festival Internacional de Jardins. Fazer do fogo o tema central de um jardim tinha-nos suscitado alguma perplexidade.

Sylvian Morin justificou a escolha: uma viagem a Portugal deixou uma imagem indelével - a de florestas a arder, fumo nas montanhas e o característico odor a madeira queimada.

J'ai voyagé au Portugal il y a 2 ans, pendant l'été, et j'ai été marqué par l'importance des incendies et des feux de forêts dans votre pays. La fumée était présente dans les montagnes, visuellement, autant que par l'odeur. Aussi, nous avons souhaité consacrer un jardin spécial sur les arbres brûlés.

Perguntamos: se não é uma apologia do fogo, o jardim pode ser uma referência à Fénix que renasce das chamas?
Il s'agit pour nous de faire entrer un morceau de paysage caractéristique à l'intérieur d'un jardin. L'idée était tant de montrer l'espoir de faire renaître un paysage qui se transforme, que, dans la deuxième partie du jardin, suggérer que le feu est toujours présent, que le paysage des forêt est fragile, et que votre pays n'est pas à l'abri des incendies. Les arbres brûlés gardent la mémoire du feu sur leur tronc. Il était question pour nous, en tant que paysagistes, de rappeler aux gens la présence des incendies, à travers l'image d'un jardin.

Para os dois membros do Atelier ALTERN, trata-se de integrar um pedaço de paisagem característica no interior do jardim. De uma paisagem que renasce. Se o jardim revela a fragilidade da floresta, mostra, igualmente, a capacidade regeneradora das árvores. Como afirma Sylvian Morin, as árvores queimadas guardam a memória do fogo no seu tronco.

O jardim tem a virtude de questionar o visitante. Para além da riqueza cenográfica (que talvez tenha estado na origem da escolha deste trabalho para capa do catálogo do Festival), o jardim suscita a pergunta. Se nos parece próximo - por remeter para uma das imagens e um dos flagelos nacionais - é (aparentemente) inusitado - por tomar como tema o fogo, elemento destruidor. Este é um trabalho original, onde o lúdico (que impera noutros jardins) deu lugar à pergunta.

Aurélien ZOIA et Sylvian MORIN são dois jovens arquitectos paisagistas instalados na França e criadores do ATELIER ALTERN. O seu trabalho pode ser visto em http://www.atelieraltern.com/.

Mais um excerto de BIBLIOGRAPHIA HISTORICA PORTUGUEZA ou catalogo methodico dos auctores portuguezes, e de alguns estrangeiros domiciliarios em Portugal, que trataram da historia politica ... [obras até 1840], de Figanière (Jorge Cesar), Lisboa, 1850.

sábado, julho 26, 2008

Horseball em Ponte de Lima

A partir de amanhã, Ponte de Lima recebe um conjunto de competições internacionais de Horseball. Para os interessados deixamos o calendário de jogos e uma página nacional e outra internacional, onde pode encontrar, entre outra informação, a história (recente) deste jogo.

domingo, julho 20, 2008

Ponte de Lima no Roteiro do Viajante_1865

Excerto de Roteiro do Viajante no Continente e nos Caminhos de Ferro de Portugal em 1865, de João António Peres Abreu (Coimbra, Imprensa da Universidade, 1865).

segunda-feira, julho 14, 2008

D. Francisco de S. Luiz

Excerto de BIBLIOGRAPHIA HISTORICA PORTUGUEZA ou catalogo methodico dos auctores portuguezes, e de alguns estrangeiros domiciliarios em Portugal, que trataram da historia politica ... [obras até 1840], de Figanière (Jorge Cesar), Lisboa, 1850.

segunda-feira, junho 30, 2008

Ponte de Lima na Tree Parade 2008

À semelhança do ano transacto, a Tree Parade 2008 conta com a participação de Escolas de Ponte de Lima. A imagem reporta um dos contributos da Escola EB 2,3/S Arcozelo. Segundo a lista da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, participaram, do distrito de Viana do Castelo, as seguintes escolas: Ancorensis Cooperativa de Ensino (Caminha), Centro Escolar de Vitorino de Piães (com uma árvore) e a referida escola de Arcozelo (com duas árvores). A exposição esteve patente em Lisboa e Porto, durante os meses de Maio e Junho, estando presentemente em Coimbra (Parque Verde do Mondego). A partir do dia 12 de Julho, Évora será anfitriã deste trabalho de sensibilização.

sexta-feira, junho 27, 2008

segunda-feira, junho 16, 2008

Rua General Norton de Matos, Arcos de Valdevez

Em Setembro de 1919, na véspera de uma visita do General Norton de Matos à vila dos Arcos de Valdevez, a Câmara, sob proposta do seu Presidente, José Manuel Pereira, decidiu atribuir a uma das ruas do centro o nome do ilustre militar nascido em Ponte de Lima. Para o proponente, o "acendrado patriotismo" de Norton de Matos justificavam aquela decisão, aceite unanimemente.
[Cf. Acta camarária de 27 de Setembro de 1919. Na fotografia: aspectos da referida rua nos Arcos de Valdevez]

segunda-feira, junho 09, 2008

Notas sobre a verdade em História (IV)

A verdade em história é parcial. Não há absoluto. Nunca poderemos saber tudo. Essa era, em boa medida, a ilusão positivista – acreditar que a história era o somatório dos factos verificados e que estes eram a verdade. A história é interrogação. O presente interpela o passado; o passado permite-me conhecer o presente. Mais do que conhecer factos interessa compreendê-los. A história é compreensão, interpretação, logo não há lugar para o panegírico e para o panfleto.

domingo, junho 01, 2008

Notas sobre a verdade em História (III)

A verdade em História não está incrustada em qualquer rocha, aguardando que alguém se decida a lascar o bloco. O trabalho do historiador é semelhante ao de um artífice: embora trabalhando com os mesmos instrumentos e materiais (com os mesmos documentos e factos, no caso dos historiadores) dois artífices produzem objectos diferentes (um conhecimento histórico distinto). Como notou Marrou a verdade em história é dupla, “feita, por sua vez, de verdade sobre o passado e de testemunho sobre o historiador”. Usando ainda as palavras de H.-I. Marrou: “A história, conhecimento do homem pelo homem, é uma apreensão do passado por e num pensamento humano, vivo, comprometido: é um complexo, um misto indissolúvel de sujeito e objecto”.

[continua]

terça-feira, maio 27, 2008

Notas sobre a verdade em História (II)


A história é sempre escolha. Como notou Christopher Blake há, nos usos quotidianos da palavra “objectivo”, “uma tendência inegável" para a usar "como um encómio: qualquer jornal é geralmente – para o seu dono – mais objectivo do que o do vizinho”. Acontece que quando afirmamos que os factos são “objectivos”, “que eles falam por si”, estamos a incorrer no erro. Como escreveu Carr, “os factos só falam quando o historiador chama a atenção para eles”. Crer que os factos por mim coligidos são um corpo puro e sólido, objectivo e independente do acto e da vontade do recolector é um engano. A verdade em história não se faz pela afirmação de que reunimos um corpo de factos inquestionável. Em história é maior o trabalho daquele que nega uma mole de factos banais para evidenciar um facto significativo.

[continua]

segunda-feira, maio 26, 2008

Notas sobre a verdade em História (I)


R. Collingwood, num texto clássico do pensamento sobre a História, afirma que há uma espécie de história, que é “construída com base na extracção e combinação dos testemunhos de diversas fontes” e que designa por “história de cola e tesoura”. Esta forma de história vive a ilusão de aceder a um conhecimento cem por cento objectivo, onde o papel do historiador é silenciado. As fontes têm a verdade inscrita, salvo se se verificar que estamos perante uma falsificação. A verdade resultaria, assim, do somatório dos factos organizados numa narrativa homogénea e convincente. Esta história esquece que as fontes não conservam a verdade. Desde logo, os caprichos da vida natural e humana fizeram com que tenham “desaparecido” muitos eventos históricos. Com efeito, o que nos foi legado é, desde logo, uma selecção produzida pela própria história da Humanidade. Os contemporâneos dos eventos foram os primeiros a seleccionar. Se o critério para a verdade é o da objectividade, então convém dizer que há muita subjectividade no trabalho do historiador (como no de qualquer outro cientista).

[continua]

domingo, maio 18, 2008

Arquitectura em Ponte de Lima (XI)

Destacamos a última edição da revista Arquitectura Ibérica que, para além do novo grafismo, do novo logótipo e da alteração de formato, é dedicada a João Álvaro Rocha, arquitecto responsável pelo projecto da Casa do Turismo. Alguns esboços, fotografias interessantes e a reprodução de parte da memória descritiva daquele projecto compõem as páginas reservadas à Casa do Turismo. A compreensão de qualquer projecto implica sempre ouvir o seu autor. João Álvaro Rocha fala de um corpo (o corpo superior) que mais não é que "uma simples janela sobre a vila e sobre o rio" (pág. 110). Uma abertura para o rio, diriamos nós, mais não é do que o cumprimento de um desígnio histórico da vila - a manutenção de uma relação estreita com o curso de água que lhe dá nome.

sábado, maio 10, 2008

Vaca das Cordas

Notícia publicada no jornal A Aurora do Lima, em 19 de Maio de 1972, assinada por A.C.S [Augusto de Castro e Sousa]. Fotomontagem usando desenho de Araújo Soares. A edição da Vaca das Cordas 2008 terá lugar no dia 21 de Maio, estando patente na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, uma exposição sobre este evento, que inclui, entre outro material documental, os cartazes que o anunciaram ao longo dos últimos anos e um considerável conjunto de fotografias, algumas de particular interesse.

quinta-feira, maio 01, 2008

Cardeal Saraiva no primeiro Serão de História Local

No próximo dia 9 de Maio, o auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima acolherá o Professor Doutor Luis António Oliveira Ramos, Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, um dos especialistas nacionais em História Moderna e Contemporânea, com uma extensa bibliografia (se a quiser conhecer carregue aqui) dedicada, particularmente ao Iluminismo e ao Liberalismo. Inaugurará os serões de História Local, interessante iniciativa promovida pelo Pelouro da Cultura do Município, com uma intervenção sobre Frei Francisco de S. Luís Saraiva (veja uma nota biográfica disponível no sítio do Centro de Estudos do Pensamento Político, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa). Deixo aqui duas ligações a artigos, disponíveis na rede, escritos pelo professor Oliveira Ramos: Cardeal Saraiva e o ensino da matemática e os beneditinos e a cultura, com referências ao cardeal limiano. Para os interessados na obra desta ilustre figura, nascida em Ponte de Lima na segunda metade do séc. XVIII, aqui fica o acesso à versão digitalizada da "Memoria em que se pretende mostrar, que a lingua portugueza não he filha da latina, nem esta foi em tempo algum a lingua vulgar dos lusitanos ", publicada em 1837. Por fim, e proveniente da mesma base (Biblioteca Nacional Digital), uma litografia com o retrato do Cardeal, de 1866.

quinta-feira, abril 24, 2008

Esta é a madrugada que eu esperava

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, abril 23, 2008

Palavra de Cícero

Se tiveres uma biblioteca como um jardim, tens tudo.
Se ao lado da biblioteca houver um jardim, nada faltará.

domingo, abril 13, 2008

sei ler as pedras

sei ler as pedras

o alfabeto que nelas esculpiu o vento
no vagar propício do tempo

as rugas sobrepostas da memória
sob o musgo

sei das pedras o nome e a grafia
lenta e quente

a sede que tiveram
antes que os rios
as beijassem

Cláudio Lima, Itinerarium II
[fotomontagem: jcml, a partir de imagem das pedras da ponte medieval]

quinta-feira, abril 10, 2008

Anúncios de Ponte de Lima (XII)

[Memória de um estabelecimento e de uma marca, a partir da reprodução de um reclamo com menção à filial da Singer, em Ponte de Lima, e de duas imagens do ícone da indústria moderna]

quarta-feira, abril 02, 2008

Santo Ovídio

Em Agosto de 1972, o jornal "A Aurora do Lima" noticiava a possibilidade de subir ao Monte de Santo Ovídio de automóvel. Reproduzimos as últimas linhas: "Em futuros anos, temos por certo, será visitado em grande escala por turistas nacionais e estrangeiros, pois deverá fazer parte de um cartaz. As autoridades religiosas e civis estão todas em darem à festa anual e ao local todas as possibilidades de desenvolvimento. Vale pois, a pena subir já ao alto de Santo Ovídio, em Ponte de Lima, cuja panorâmica é surpreendente!". Como se vê nem sempre o futuro é o que dele imaginamos. Hoje conceberíamos outras "possibilidades de desenvolvimento". Os cumes que envolvem a vila merecem outra atenção. Pelo menos, preserve-se a "mancha verde".
[reprodução do "A Aurora do Lima", 18.08.1972]

domingo, março 30, 2008

Rio Lima

[...]
Mais o rio e mais a bruma,
mais a ponte, a torre, o sino,
e em cada remada brava
um rasto branco de espuma
no barquinho pequenino
que nos meus olhos passava
sem ir a nenhum destino...

Fernando Garcia, excerto do poema Barcarola do Lima.

terça-feira, março 25, 2008

Elena Fons

José Sousa Vieira publicou no seu blogue (limianismo.blogspot.com) - que acompanhamos com agrado, reconhecendo qualidade, originalidade e rigor no teor dos seus posts -, uma referência à passagem de Elena Fons por Ponte de Lima, no ano de 1913 (veja-se o post de 17 de Março de 2008). Nos nossos registos de pesquisa temos uma outra referência à presença de Elena Fons em Ponte de Lima, que partilhamos, em jeito de complemento: o jornal Rio Lima anunciava, na edição de 29 de Maio de 1927, que se encontrava aberta assinatura na Casa Singer, na Praça de Camões, para assistir à actuação daquela cantora lírica com a Companhia de Opera Italo-Hespanhola. Prometia-se a execução de excertos da Aida, Carmen e Cavalaria Rusticana. O artigo refere a presença de Miguel Artelli, Carmen Guitart e José Villela.
Segundo a publicação La Ilustracion Española y Americana (15 de Março de 1897, nº X, pág. 165), Elena Fons iniciou a sua formação musical em Sevilha, com dez anos. O Ayuntamiento de Sevilha concedeu-lhe uma pensão de 3 mil pesetas anuais, que, mais tarde, reforçou para que a cantora pudesse deslocar-se à Itália. Segundo a mesma revista, Elena Fons "fué muy aplaudida en los principales teatros, Dal-Verme, de Milan; Rossini, de Venecia, y Comunale, de Trieste". A eminente cantora lírica, até 1897, data de publicação da revista, tinha actuado com êxito no Teatro Real de Madrid, no Teatro de S. Fernando de Sevilha, na cidade de Oviedo e de Gijón.
Note-se, por fim, que a "Troupe Elena Fons" actuou, em Maio de 1913, no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo.

terça-feira, março 18, 2008

Sebastião Sanhudo, à procura de assunto...(2)

[Montagem a partir da auto-caricatura, de 1879,
e da caricatura O Assumpto, de 1878, publicada n' O Sorvete]

sexta-feira, março 14, 2008

Sebastião Sanhudo, à procura de assunto...

[Montagem a partir da auto-caricatura de 1879 e da caricatura O Assumpto, de 1878, publicada n' O Sorvete]

domingo, março 09, 2008

O dia em que "O Amigo de Peniche" não esteve no Teatro Diogo Bernardes_1922



O espectáculo esteve anunciado para o mês de Maio. Segundo os jornais locais, a comédia, em três actos, intitulada "O Amigo de Peniche" seria apresentada pela Companhia de Cremilda-Chaby no dia 10 de Maio de 1922 (Cf. Cardeal Saraiva, 4 de Maio de 1922). Contudo, segundo a mesma imprensa, o espectáculo não teve lugar (Cf. Cardeal Saraiva, 11 de Maio de 1922). Aos frequentadores do Teatro restavam as películas. Por esses dias rompiam a escuridão da sala de espectáculos a fita, em episódios, nomeada "Por Amor". A sua projecção terá arrancado em Abril e terminado nos finais de Maio. Os últimos episódios foram projectados juntamente com "A Batalha de Jutlandia", de que já falamos em post anterior.

terça-feira, março 04, 2008

sábado, março 01, 2008

Arquitectura em Ponte de Lima (X)

A revista Cubo (nº 9, 23 de Fevereiro de 2008), que acompanha a edição de hoje (1 de Março) do semanário Sol, apresenta um artigo intitulado "Espírito conciliador", da autoria de Sandra Marques Gomes, que se refere ao conjunto de trabalhos executados pelo arquitecto José Guedes Cruz na vila de Ponte de Lima - Centro Náutico, Museu Rural, Mercado Municipal e Pousada de Juventude. Recomenda-se a leitura. Sendo certo que não é portadora de novidade, a reportagem revela o essencial do perfil do arquitecto e contribuirá para perceber a orientação teórica e conceptual do seu trabalho. Entretanto, em complemento, veja uma apresentação do trabalho do arquitecto José Guedes Cruz que "circula" no ciberespaço, que inclui imagens de Ponte de Lima.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

A saudade de um Rio







Que coração tão duro, seco e frio
Se poderá livrar do sentimento,
Vendo com vagaroso movimento
Fugir as claras águas deste rio?





[excerto de "A Saudade de um Rio", poema de Frei Agostinho da Cruz (1540-1619), publicado no Cancioneiro do Rio Lima, colectânea organizada por António Manuel Couto Viana, edição da Câmara Municipal de Viana do Castelo, 2001, pág. 116]

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Companhia Chaby Pinheiro no Teatro Diogo Bernardes_1926

Maio de 1926. O jornal Rio Lima (edição de 30 de Maio) anuncia a representação das comédias "O Amigo de Peniche " e "O Leão da Estrela", da autoria de Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos, pela companhia dirigida por Chaby Pinheiro. A referida companhia tinha estado em Ponte de Lima alguns meses antes, em Dezembro de 1925, apresentando as peças "O Conde Barão" e "Cama, mesa e roupa lavada" (cf. Rio Lima, 29 de Novembro de 1925).

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Anúncios de Ponte de Lima (XI)

Publicado no número dois, da primeira série, d' "O Anunciador das Feiras Novas" (1948). Na montagem, para além da reprodução do reclamo, incluimos uma imagem de um dedal de correeiro. Anunciada para Junho, a Feira do Cavalo poderia constituir um momento para recuperar a memória deste comércio, através de uma exposição iconográfica e fotográfica.

Devem os nossos visitantes ler o comentário produzido por André Rocha ao post de Novembro de 2006, intitulado Arquitectura em Ponte de Lima (IV). Aproveitamos para felicitar o seu autor pelo trabalho desenvolvido no seu blogue (que, há algum tempo, consta da lista de "vizinhos"), particularmente pela apresentação de pequenas anotações para melhorar a paisagem da vila, que consideramos pertinentes. Para terminar, apenas notar que também consideramos que a modernidade não é incompatível com a vetusta vila e que concordamos com a afirmação que faz: "Ponte de Lima tem arquitectura de qualidade capaz de entrar na rota do turismo do património moderno de arquitectura".

faces da revista