Monumento a Norton de Matos, Nova Lisboa/Huambo, Angola.

1. Está disponível on-line (em http://www.vitoriagol.org/index.php?oid=22) a edição antológica que reúne a reprodução do artigo de Fernando Pessoa, publicado no «Diário de Lisboa» de 4 de Fevereiro de 1935 (n.º 4388) e a exposição de Norton de Matos dirigida ao Presidente da Assembleia Nacional em 31 de Janeiro de 1935. Sobre a decisão de proibir os cidadãos portugueses de fazerem parte de associações secretas e as medidas adoptadas pela Maçonaria, em 1935, veja-se http://www.gremiolusitano.eu/?page_id=43.
2. Aceite a sugestão de Carlos Gomes, em comentário a post anterior; visite http://arepublicano.blogspot.com/, que tem vindo a publicar notas sobre a vida de Norton de Matos.


[Reprodução da nota de 50 centavos com a assinatura do Alto Comissário de Angola, Norton de Matos (1923), extraída de http://aes.iupui.edu/rwise/countries/angola.html]
[1939] Publica Tarefa Ingente.
http://www.arqnet.pt/portal/discursos/julho05.html. Trata-se de uma circular «À Nação» (folheto de uma folha, impresso dos dois lados, de duas colunas em cada página, de 34 x 22,5 cm, datado e situado em Lisboa, em Julho de 1948); cujo texto integral pode ser lido em João Medina (dir.), História Contemporânea de Portugal, s.l., Multilar, [1988], vol. 5. 
A edição de Julho de 1007 (nº 58) da revista "Jardins", dedica algumas páginas ao terceiro Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima. Trata-se de um artigo da autoria de Elsa Matos Severino, arquitecta paisagista. Uma referência sucinta e descritiva de todos os jardins em concurso é acompanhada por fotografias de Francisco Caldeira Cabral, paisagista. A capa da revista destaca o jardim "Sonho Meu, Sonho Meu", concebido por Miguel Peixoto/Filipe Mota, o mais votado na edição transacta do Festival.
versão feminista do conhecido «ready-made» de Marcel Duchamp, “O Escorredor” ou “Secador de Garrafas”.
abrindo portas à afirmação de uma nova estética ou mesmo à negação da arte. Para os dadaístas, grupo em que se integra Duchamp, o que determina o valor estético de um objecto é o acto mental.
Até ao próximo dia 8 de Julho, está patente uma exposição de pintura de António Lima Viana, um darquense autodidacta. Enquadrado no género que se vai convencionando designar por "naif", o trabalho pictórico de António Lima Viana constrói imagens com cores vibrantes, carregadas de associações, metáforas e evocações reveladoras de um espírito que voga entre a(s) memória(s) e o presente. A imagem recorrente do galo, elevada à condição de ícone, sintetiza esse espírito (cor, memória, metáfora). Plasmado em telas carregadas de pequenas imagens, em regime de pontilhado (particularmente, as expostas na entrada), este universo figurativo revela-nos um olhar muito pessoal sobre a realidade. O desafio está em entrar nesse mundo, decifrando cada imagem, num complexo jogo de associações cada vez menos "naif".
[reproduzimos a folha informativa com a nota curricular do autor, que se encontra ao dispor na sala de exposição. Não deixamos de notar uma disposição gráfica cada vez menos comum neste tipo de trabalhos, mas que se ajusta perfeitamente ao perfil do autor e do seu trabalho.]
Enquanto meros espectadores e fruidores da Feira do Cavalo, consideramos que o certame tem virtudes e potencialidade para se tornar num importante evento desportivo, comercial e cultural. Creio que seria de repensar a área da Alameda de S. João, investindo na exposição de artigos locais e regionais (por ex., aí teriam lugar aqueles que representassem as tradições do artesanato local não estando relacionados directamente com o mundo do cavalo). Nessa mesma zona, os "comes e bebes" deveriam ter uma área distinta da exposição de artigos. O espaço é agradável e funcional. Há uma interesante articulação entre o construído e a envolvente. O discurso arquitectónico aposta no prolongamento da paisagem. O recurso a materiais nobres, quer na bancada quer nas construções de apoio, aproximou o mercado à área envolvente, de forma delicada. Aqui ficam algumas imagens para "memória futura".
e Design, Matosinhos). Assim, e enquanto leccionava Educação Moral e Religiosa Católica no ensino básico, formou-se naquela área em horário pós laboral. A par deste percurso, as revistas, a publicidade e as t-shirt's com grafismos extremamente inovadores e arrojados, face ao tradicional, relacionadas com o surf, prática que o fascina, foram marcantes no processo do despertar para o design gráfico. Depois de concluir a Licenciatura em Design de Comunicação, tem exercido a actividade de designer em regime freelancer desenvolvendo trabalhos transversais às áreas do Design Gráfico, WebDesign e Ilustração.
(afn) Consideras que realizas um produto de educação ambiental ou um objecto de merchandising? No fundo, como relacionas as duas coisas?
A fotografia que abre este post é de jcml, e foi tirada no perímetro da Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos. Para conhecer o trabalho do nosso entrevistado, aceda http://www.deviusdesign.com/
Para conhecer o trabalho dos designers referidos na entrevista, veja
A exposição, "que tão viva sensação produziu na cidade do Porto e Lisboa", lê-se no anúncio, procurava capitalizar o sucesso da Exposição de Paris de 1889, que ficou conhecida, entre outros aspectos, pela Torre Eiffel, construção efémera que passou a definitiva, marcando indelevelmente a cidade de Paris [ver vista geral da Exposição Universal de Paris, de Hoffbaur/Dochy, 1889, reproduzida a partir de A Ilustração]. A primeira Exposição Universal realizara-se cerca de meio século antes, na cidade de Londres, em 1851. Ambas são manifestação de um mundo emergente, onde pontificam a indústria, a tecnologia e a ciência. Note-se que a Torre da autoria de Gustave Eiffel foi projectada e
construída como um mero exercício demonstrativo das capacidades das novos sistemas e processos de construção, fazendo uso de novos materiais. Na mesma exposição, terá igual êxito a Galeria das Máquinas, de Charles Dutert e Victor Contamin, que será destruída no primeiro terço do século XX [ver imagem reproduzida].
A edição do jornal A Voz do Lima, de 26 de Junho de 1891 (nº 253, 5º ano), destacará, para "alem de numerosissimos brinquedos com que alli se passa admiravelmente algumas horas em profunda curiosidade", "uma linda gaiolinha em que trinava um canario embalsamado". Estavamos, portanto, perante um pavilhão de curiosidades.




"Um anuncio inegmatico com as iniciaes - O. N. M. que tem andado publicado no nosso jornal, foi ultimamente decifrado com a abertura do estabelecimento do nosso amigo e snr. Manoel Antunes Faria - ao Largo da Matriz - com o título do Novo Mundo" (A Voz do Lima, 30 de Maio de 1891).
Tome nota: a obra Sol de Inverno (1922) de António Feijó (Ponte de Lima, 1859 - Estocolmo, 1917) está disponível em versão digital (com múltiplas possibilidades de descarregamento) em http://manybooks.net/titles/feijoa1953219532-8.html, http://www.gutenberg.org/etext/19532 e http://purl.pt/5606. 
O catálogo inclui, ainda, na pág. 89, a reprodução de um dos desenhos constante nos cadernos de esboços que regista a feira de Ponte de Lima, usando grafite, aguarela e guache sobre papel (sem título). Estes albúns, pertencentes à colecção de Francisco Marques Pinto, até então inéditos, fizeram parte da mencionada exposição e resultam das suas viagens pelo norte de Portugal e Espanha. José Cândido Dominguez Alvarez teve um percurso artístico curto (falecerá com 36 anos, com tuberculose), contudo fértil, evidenciando-se o seu gosto por paisagens urbanas e rurais. Para os interessados, deixamos a referência bibliográfica de uma tese de doutoramento sobre Domiguez Alvarez, que está acessível na Biblioteca Nacional: Trinidad Muñoz, Antonio - Introducción al modernismo pictórico portugués: la originalidad de Domínguez Alvarez, 1906-1942 , Cáceres: [s.n.], 2003 [Tese doutoramento, Universidade de Extremadura, 2003].
Para os interessados, a letra e partitura do Hino foram publicados, sob a forma de reprodução, na edição do "O Anunciador das Feiras Novas" de 1987 (Ano IV, II série, nº IV), nas páginas 3 a 6, cuja capa reproduzimos.