e Design, Matosinhos). Assim, e enquanto leccionava Educação Moral e Religiosa Católica no ensino básico, formou-se naquela área em horário pós laboral. A par deste percurso, as revistas, a publicidade e as t-shirt's com grafismos extremamente inovadores e arrojados, face ao tradicional, relacionadas com o surf, prática que o fascina, foram marcantes no processo do despertar para o design gráfico. Depois de concluir a Licenciatura em Design de Comunicação, tem exercido a actividade de designer em regime freelancer desenvolvendo trabalhos transversais às áreas do Design Gráfico, WebDesign e Ilustração.
(afn) Consideras que realizas um produto de educação ambiental ou um objecto de merchandising? No fundo, como relacionas as duas coisas?
A fotografia que abre este post é de jcml, e foi tirada no perímetro da Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos. Para conhecer o trabalho do nosso entrevistado, aceda http://www.deviusdesign.com/
Para conhecer o trabalho dos designers referidos na entrevista, veja
A exposição, "que tão viva sensação produziu na cidade do Porto e Lisboa", lê-se no anúncio, procurava capitalizar o sucesso da Exposição de Paris de 1889, que ficou conhecida, entre outros aspectos, pela Torre Eiffel, construção efémera que passou a definitiva, marcando indelevelmente a cidade de Paris [ver vista geral da Exposição Universal de Paris, de Hoffbaur/Dochy, 1889, reproduzida a partir de A Ilustração]. A primeira Exposição Universal realizara-se cerca de meio século antes, na cidade de Londres, em 1851. Ambas são manifestação de um mundo emergente, onde pontificam a indústria, a tecnologia e a ciência. Note-se que a Torre da autoria de Gustave Eiffel foi projectada e
construída como um mero exercício demonstrativo das capacidades das novos sistemas e processos de construção, fazendo uso de novos materiais. Na mesma exposição, terá igual êxito a Galeria das Máquinas, de Charles Dutert e Victor Contamin, que será destruída no primeiro terço do século XX [ver imagem reproduzida].
A edição do jornal A Voz do Lima, de 26 de Junho de 1891 (nº 253, 5º ano), destacará, para "alem de numerosissimos brinquedos com que alli se passa admiravelmente algumas horas em profunda curiosidade", "uma linda gaiolinha em que trinava um canario embalsamado". Estavamos, portanto, perante um pavilhão de curiosidades.




"Um anuncio inegmatico com as iniciaes - O. N. M. que tem andado publicado no nosso jornal, foi ultimamente decifrado com a abertura do estabelecimento do nosso amigo e snr. Manoel Antunes Faria - ao Largo da Matriz - com o título do Novo Mundo" (A Voz do Lima, 30 de Maio de 1891).
Tome nota: a obra Sol de Inverno (1922) de António Feijó (Ponte de Lima, 1859 - Estocolmo, 1917) está disponível em versão digital (com múltiplas possibilidades de descarregamento) em http://manybooks.net/titles/feijoa1953219532-8.html, http://www.gutenberg.org/etext/19532 e http://purl.pt/5606. 
O catálogo inclui, ainda, na pág. 89, a reprodução de um dos desenhos constante nos cadernos de esboços que regista a feira de Ponte de Lima, usando grafite, aguarela e guache sobre papel (sem título). Estes albúns, pertencentes à colecção de Francisco Marques Pinto, até então inéditos, fizeram parte da mencionada exposição e resultam das suas viagens pelo norte de Portugal e Espanha. José Cândido Dominguez Alvarez teve um percurso artístico curto (falecerá com 36 anos, com tuberculose), contudo fértil, evidenciando-se o seu gosto por paisagens urbanas e rurais. Para os interessados, deixamos a referência bibliográfica de uma tese de doutoramento sobre Domiguez Alvarez, que está acessível na Biblioteca Nacional: Trinidad Muñoz, Antonio - Introducción al modernismo pictórico portugués: la originalidad de Domínguez Alvarez, 1906-1942 , Cáceres: [s.n.], 2003 [Tese doutoramento, Universidade de Extremadura, 2003].
Para os interessados, a letra e partitura do Hino foram publicados, sob a forma de reprodução, na edição do "O Anunciador das Feiras Novas" de 1987 (Ano IV, II série, nº IV), nas páginas 3 a 6, cuja capa reproduzimos.




Ponte de Lima tem neste campo das artes um legado que não merece displicência. No texto do prospecto de uma exposição sobre Sebastião Sanhudo, promovida pelo Museu Nacional de Imprensa (Porto), há alguns anos, na Torre da Cadeia Velha, Luis Humberto Marques, seu director, sugeria que a toponímia de Ponte de Lima e do Porto registassem o nome daquele caricaturista. Consultei o levantamento toponímico de Ponte de Lima elaborado por António José Baptista e verifiquei que essa sugestão não foi ainda tida em atenção (a menos que a decisão tenha sido posterior àquela publicação, 2001). Se, efectivamente, Sebastião Sanhudo não tem ainda lugar na toponímia local, aqui fica o repto. Julgamos que Alfredo Mâncio é digno de semelhante registo na memória toponómica da vila. Este para além do seu trabalho como caricaturista e, fora do âmbito das publicações de pendor humorista, fundará O Commercio, onde, segundo Júlio de Lemos, “advogava, com a calorosa devoção de um verdadeiro limarense, os interesses vitaes da nossa terra natalicia” (Cf. Notícias de Coura e Valença, 4 de Janeiro de 1906, nº 21, ano I). Esta sugestão não invalida que se pense noutras formas de recordar estas (e outras) figuras da história de Ponte de Lima. Creio que seria de toda a relevância introduzir no currículo escolar uma dimensão local e que muito desse trabalho poderia passar pelo primeiro ciclo, onde se percebe maior flexibilidade na gestão dos programas (se não concretizada na prática, possível na teoria). Não estamos a pensar numa simples exposição cuja efemeridade inviabilizaria um trabalho sistemático e a longo prazo, capaz de suscitar nas novas gerações o prazer de conhecer melhor a realidade local, mas num projecto construído e sustentado nas escolas, na autarquia e noutros agentes culturais locais.Voltando-nos para o presente, não deixa de ser interessante notar que um dos caricaturistas mais conhecidos no Brasil seja descendente de limianos. O próprio, Laerte Coutinho, o afirma
numa nota biográfica do sítio da Devir: "Nasci em 10 de junho de 1951 e me chamo Laerte Coutinho. Minha familia tem um pé em Portugal, meu bisavô Miguel veio de Ponte de Lima" (Cf. http://www.devir.com.br/hqs/laerte.php). Se quiser conhecer melhor este autor de "quadradinhos" consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Laerte_Coutinho ou o seu sítio oficial http://www.laerte.com.br/.
Para começar, um erro encontrado num artigo da revista electrónica "Pensar IberoAmérica - Revista de Cultura", intitulado "A cultura e os media em Portugal (uma análise interpretativa)" de Armando Teixeira Carneiro, doutor em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade Pontificia de Salamanca (Espanha) e professor do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração de Aveiro (Portugal), de acordo com a nota curricular que o encerra. Segundo o autor, "Portugal detém dois importantes títulos na Europa: de forma continuada o diário mais antigo europeu é o Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, São Miguel, Açores, e o semanário mais antigo europeu é a Aurora do Lima, de Ponte de Lima, Minho" (Cf. nota de rodapé nº 26; sublinhado nosso). Ora como sabemos o jornal A Aurora do Lima é uma publicação vianense, fundada em 1855, pelo que a redacção correcta seria: "e o semanário mais antigo europeu é "A Aurora do Lima", de Viana do Castelo, Minho". O erro, que talvez decorra da confusão associada ao topónimo "Lima", não interfere significativamente no corpo do artigo e não retira ao seu teor qualquer validade. Contudo, fica aqui a nota de correcção.
O referido artigo pode ser lido em http://www.oei.es/pensariberoamerica/ric05a03b.htm#1a.

A imagem ao lado apresenta o aspecto de abandono em que então se encontravam as traseiras do edifício. Actualmente existe no local um magnífico jardim projectado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles. Ao fundo, avista-se o Aqueduto das Águas Livres.