quarta-feira, junho 20, 2007
Blogues e Ponte de Lima
quinta-feira, junho 14, 2007
Notas de outro quotidiano_Ponte de Lima, 1868
quarta-feira, junho 06, 2007
A Vaca das Cordas
domingo, maio 27, 2007
sexta-feira, maio 25, 2007
Para a história do tempo
segunda-feira, maio 14, 2007
Lagoas, educação ambiental e design_uma entrevista com Edgar Afonso
e Design, Matosinhos). Assim, e enquanto leccionava Educação Moral e Religiosa Católica no ensino básico, formou-se naquela área em horário pós laboral. A par deste percurso, as revistas, a publicidade e as t-shirt's com grafismos extremamente inovadores e arrojados, face ao tradicional, relacionadas com o surf, prática que o fascina, foram marcantes no processo do despertar para o design gráfico. Depois de concluir a Licenciatura em Design de Comunicação, tem exercido a actividade de designer em regime freelancer desenvolvendo trabalhos transversais às áreas do Design Gráfico, WebDesign e Ilustração.
(afn) Consideras que realizas um produto de educação ambiental ou um objecto de merchandising? No fundo, como relacionas as duas coisas?
A fotografia que abre este post é de jcml, e foi tirada no perímetro da Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos. Para conhecer o trabalho do nosso entrevistado, aceda http://www.deviusdesign.com/
Para conhecer o trabalho dos designers referidos na entrevista, veja
sexta-feira, maio 04, 2007
Uma exposição "automatica e scientifica" em Ponte de Lima_1891
A exposição, "que tão viva sensação produziu na cidade do Porto e Lisboa", lê-se no anúncio, procurava capitalizar o sucesso da Exposição de Paris de 1889, que ficou conhecida, entre outros aspectos, pela Torre Eiffel, construção efémera que passou a definitiva, marcando indelevelmente a cidade de Paris [ver vista geral da Exposição Universal de Paris, de Hoffbaur/Dochy, 1889, reproduzida a partir de A Ilustração]. A primeira Exposição Universal realizara-se cerca de meio século antes, na cidade de Londres, em 1851. Ambas são manifestação de um mundo emergente, onde pontificam a indústria, a tecnologia e a ciência. Note-se que a Torre da autoria de Gustave Eiffel foi projectada e
construída como um mero exercício demonstrativo das capacidades das novos sistemas e processos de construção, fazendo uso de novos materiais. Na mesma exposição, terá igual êxito a Galeria das Máquinas, de Charles Dutert e Victor Contamin, que será destruída no primeiro terço do século XX [ver imagem reproduzida].
A edição do jornal A Voz do Lima, de 26 de Junho de 1891 (nº 253, 5º ano), destacará, para "alem de numerosissimos brinquedos com que alli se passa admiravelmente algumas horas em profunda curiosidade", "uma linda gaiolinha em que trinava um canario embalsamado". Estavamos, portanto, perante um pavilhão de curiosidades.
terça-feira, maio 01, 2007
Fado no Teatro Diogo Bernardes_1927


quinta-feira, abril 26, 2007
Limiana, nova publicação periódica
quinta-feira, abril 19, 2007
Chapelarias em Ponte de Lima (II)

De acordo com o jornal O Independente, de 14 de Março de 1909, "o sr, Francisco Vasques Martins, proprietario da importante Chapelaria Progresso, sita á rua Boaventura José Vieira, acaba de installar no seu bem montado estabelecimento, que tem recebido, ultimamente, grandes melhoramentos, uma magnifica caldeira a vapor destinada ao prompto aquecimento dos ferros e rapida amoldação dos feltros".
sexta-feira, abril 13, 2007
Cheia no Rio Lima_1686 e 1875
sábado, abril 07, 2007
Pela Páscoa, poesia limiana.

SÁBADO DE ALELUIA
Meio dia de Abril. O sol a pino
Abraça com volúpia a natureza...
Ouve-se rir, ao longe, a voz dum sino...
É mais alegre a gente portuguesa!
Ressuscitou o filho de Maria,
Abrem as rosas brancas nos rosais
E tudo canta e sente a aleluia
Que pulsa e freme em torno dos casais!
Há pelo azul aromas perturbantes,
Em cada boca rubra ardem desejos
E o meu amor - a de olhos hesitantes -
Pede carícias longas, pede beijos!
Ressurreição divina! Aleluia!
Soa mais alto o nome do Senhor!
- Ah! não ser eu o filho de Maria
E tua a mãe de Cristo, meu amor!...
Teófilo Carneiro
[in Poesia e Outros Dispersos, edição de J. Cândido Martins, Guimarães: Opera Omnia, 2006, pág. 95]
quinta-feira, abril 05, 2007
Em Ponte de Lima quem é triste...
quarta-feira, março 28, 2007
Anúncios de Ponte de Lima (IX)
"Um anuncio inegmatico com as iniciaes - O. N. M. que tem andado publicado no nosso jornal, foi ultimamente decifrado com a abertura do estabelecimento do nosso amigo e snr. Manoel Antunes Faria - ao Largo da Matriz - com o título do Novo Mundo" (A Voz do Lima, 30 de Maio de 1891).sábado, março 24, 2007
Arquitectura em Ponte de Lima (VII)

sexta-feira, março 16, 2007
Sol de Inverno de António Feijó na web
Tome nota: a obra Sol de Inverno (1922) de António Feijó (Ponte de Lima, 1859 - Estocolmo, 1917) está disponível em versão digital (com múltiplas possibilidades de descarregamento) em http://manybooks.net/titles/feijoa1953219532-8.html, http://www.gutenberg.org/etext/19532 e http://purl.pt/5606. segunda-feira, março 12, 2007
A propósito de um cartaz da Rádio Ponte de Lima
quarta-feira, março 07, 2007
Dominguez Alvarez e Ponte de Lima

O catálogo inclui, ainda, na pág. 89, a reprodução de um dos desenhos constante nos cadernos de esboços que regista a feira de Ponte de Lima, usando grafite, aguarela e guache sobre papel (sem título). Estes albúns, pertencentes à colecção de Francisco Marques Pinto, até então inéditos, fizeram parte da mencionada exposição e resultam das suas viagens pelo norte de Portugal e Espanha. José Cândido Dominguez Alvarez teve um percurso artístico curto (falecerá com 36 anos, com tuberculose), contudo fértil, evidenciando-se o seu gosto por paisagens urbanas e rurais. Para os interessados, deixamos a referência bibliográfica de uma tese de doutoramento sobre Domiguez Alvarez, que está acessível na Biblioteca Nacional: Trinidad Muñoz, Antonio - Introducción al modernismo pictórico portugués: la originalidad de Domínguez Alvarez, 1906-1942 , Cáceres: [s.n.], 2003 [Tese doutoramento, Universidade de Extremadura, 2003]. sábado, março 03, 2007
Um Hino a Ponte de Lima
Trata-se do poema "Ilha dos Amores" de António Feijó, com composição musical do Ten. Amílcar Morais. A revista "Anunciador das Feiras Novas" publicou o poema e a partitura numa das suas edições.
O Hino de Ponte de Lima esteve para ser gravado há dez anos, por ocasião das comemorações do X Aniversário da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Com a devida autorização do então Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Ribeiro Pacheco, a execução deveria ter sido feita pela Banda da Armada. Aliás, chegou a ser notícia na Revista da Armada.
Decorridos dez anos, no momento em que a Casa do Concelho de Ponte de Lima assinala o XX Aniversário, eis que finalmente, o projecto é concretizado.
A sua execução coube à Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública e ao Orfeão Limiano.
A partir de agora, Ponte de Lima, as suas instituições culturais, desportivas, sociais e outras podem passar a utilizar o Hino de Ponte de Lima nas suas cerimónias oficiais. E os limianos podem, desde já, começar a aprender a cantá-lo, desde os bancos da escola, para que sintam orgulho na sua terra. Ao lado, está claro, d' A Portuguesa - o Hino Nacional - pois temos naturalmente orgulho em sermos portugueses! (Carlos Gomes)
Para os interessados, a letra e partitura do Hino foram publicados, sob a forma de reprodução, na edição do "O Anunciador das Feiras Novas" de 1987 (Ano IV, II série, nº IV), nas páginas 3 a 6, cuja capa reproduzimos.quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Carros e toques de corneta em Ponte de Lima
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Arquitectura em Ponte de Lima (VI)

sexta-feira, fevereiro 16, 2007
O Teatro Diogo Bernardes e o Carnaval_1908 e 1922-25
O Carnaval de 1922 decorreu, em Ponte de Lima, “sem entusiasmo algum”. Segundo o jornal Cardeal Saraiva “apenas o baile de terça feira sobressaiu pela concorrência que teve” (Cardeal Saraiva, 2 de Março de 1922). O discurso da decrepitude do Carnaval não era novo, mas os anos vinte parecem particularmente insatisfeitos com a forma como decorrem aqueles festejos. Em 1923, o jornal Rio Lima registava que “o Carnaval, ano a ano vai perdendo a sua alegria e esses tradicionais dias de alegria e folguedo, quasi se tornam um parêntesis de tristeza e ociosidade na rotina do trabalho” (Rio Lima, 18 de Fevereiro de 1923). Como fazem notar os jornalistas, o centro da diversão é o Teatro Diogo de Bernardes: “entre nós, pelas ruas, quasi não se deu pela sua passagem, apenas os bailes do teatro tiveram a habitual animação” (Rio Lima, 18 de Fevereiro de 1923). Em 1925, como referimos no nosso post de 17.01.07, João Seara, vende serpentinas, “lança perfumes” e “confeti” no interior do Teatro (Rio Lima, 22 de Fevereiro de 1925). Já em 1908, os cronistas locais faziam referência à regularidade do concurso aos bailes que ali se realizavam, numa sã rivalidade com os levados a efeito “num salão dos baixos da casa do Sr. Joaquim Valle, no Arrabalde, para tal fim alugado a uma comissão” (Eco do Lima, 23 de Fevereiro de 1908). “As commodidades que o Theatro proporciona” seriam, para o articulista limiano, “garantia de uma grande concorrência do nosso povo folgosão que alli procurará recreio durante algumas horas” (Eco do Lima, 1 de Março de 1908). No sentido de incentivar a presença de mascarados, a comissão organizadora anunciava um prémio “ao melhor mascara que se apresente”: uma aliança de ouro (Eco do Lima, 1 de Março de 1908).
terça-feira, fevereiro 13, 2007
A Batalha da Jutlândia no Teatro Diogo Bernardes

quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Octavio Feuillet e Vidocq no Teatro Diogo Bernardes


sábado, janeiro 27, 2007
Sanhudo, Mâncio e Laerte

Ponte de Lima tem neste campo das artes um legado que não merece displicência. No texto do prospecto de uma exposição sobre Sebastião Sanhudo, promovida pelo Museu Nacional de Imprensa (Porto), há alguns anos, na Torre da Cadeia Velha, Luis Humberto Marques, seu director, sugeria que a toponímia de Ponte de Lima e do Porto registassem o nome daquele caricaturista. Consultei o levantamento toponímico de Ponte de Lima elaborado por António José Baptista e verifiquei que essa sugestão não foi ainda tida em atenção (a menos que a decisão tenha sido posterior àquela publicação, 2001). Se, efectivamente, Sebastião Sanhudo não tem ainda lugar na toponímia local, aqui fica o repto. Julgamos que Alfredo Mâncio é digno de semelhante registo na memória toponómica da vila. Este para além do seu trabalho como caricaturista e, fora do âmbito das publicações de pendor humorista, fundará O Commercio, onde, segundo Júlio de Lemos, “advogava, com a calorosa devoção de um verdadeiro limarense, os interesses vitaes da nossa terra natalicia” (Cf. Notícias de Coura e Valença, 4 de Janeiro de 1906, nº 21, ano I). Esta sugestão não invalida que se pense noutras formas de recordar estas (e outras) figuras da história de Ponte de Lima. Creio que seria de toda a relevância introduzir no currículo escolar uma dimensão local e que muito desse trabalho poderia passar pelo primeiro ciclo, onde se percebe maior flexibilidade na gestão dos programas (se não concretizada na prática, possível na teoria). Não estamos a pensar numa simples exposição cuja efemeridade inviabilizaria um trabalho sistemático e a longo prazo, capaz de suscitar nas novas gerações o prazer de conhecer melhor a realidade local, mas num projecto construído e sustentado nas escolas, na autarquia e noutros agentes culturais locais.Voltando-nos para o presente, não deixa de ser interessante notar que um dos caricaturistas mais conhecidos no Brasil seja descendente de limianos. O próprio, Laerte Coutinho, o afirma
numa nota biográfica do sítio da Devir: "Nasci em 10 de junho de 1951 e me chamo Laerte Coutinho. Minha familia tem um pé em Portugal, meu bisavô Miguel veio de Ponte de Lima" (Cf. http://www.devir.com.br/hqs/laerte.php). Se quiser conhecer melhor este autor de "quadradinhos" consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Laerte_Coutinho ou o seu sítio oficial http://www.laerte.com.br/.
[Fontes: as mencionadas no texto e António José Baptista - Toponímia de Ponte de Lima. Ponte de Lima: Câmara Municipal de Ponte de Lima, 2001; Ilustrações: reprodução da primeira página de "O Sorvete"; do interior do prospecto mencionado no texto e de um retrato sobre a forma de desenho de Laerte Coutinho]
quinta-feira, janeiro 25, 2007
"Errare é umano"_coleccionando erros sobre Ponte de Lima
Para começar, um erro encontrado num artigo da revista electrónica "Pensar IberoAmérica - Revista de Cultura", intitulado "A cultura e os media em Portugal (uma análise interpretativa)" de Armando Teixeira Carneiro, doutor em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade Pontificia de Salamanca (Espanha) e professor do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração de Aveiro (Portugal), de acordo com a nota curricular que o encerra. Segundo o autor, "Portugal detém dois importantes títulos na Europa: de forma continuada o diário mais antigo europeu é o Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, São Miguel, Açores, e o semanário mais antigo europeu é a Aurora do Lima, de Ponte de Lima, Minho" (Cf. nota de rodapé nº 26; sublinhado nosso). Ora como sabemos o jornal A Aurora do Lima é uma publicação vianense, fundada em 1855, pelo que a redacção correcta seria: "e o semanário mais antigo europeu é "A Aurora do Lima", de Viana do Castelo, Minho". O erro, que talvez decorra da confusão associada ao topónimo "Lima", não interfere significativamente no corpo do artigo e não retira ao seu teor qualquer validade. Contudo, fica aqui a nota de correcção.
O referido artigo pode ser lido em http://www.oei.es/pensariberoamerica/ric05a03b.htm#1a.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Casa do Concelho de Ponte de Lima
Situada na rua de Campolide, 316, junto a Sete-Rios, o local onde se encontra serviu antes ao funcionamento de uma fábrica de construção de elevadores.
Aquela Instituição regionalista ponte-limense assinala, no próximo dia 2 de Fevereiro de 2007, vinte anos de existência. A antecipar a efeméride, publicamos aqui duas fotos inéditas do local onde se encontra instalada, as quais datam muito provavelmente de meados do século vinte. As fotos em causa foram-nos disponibilizadas pelo Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa.

A imagem ao lado apresenta o aspecto de abandono em que então se encontravam as traseiras do edifício. Actualmente existe no local um magnífico jardim projectado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles. Ao fundo, avista-se o Aqueduto das Águas Livres. domingo, janeiro 21, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Arquitectura em Ponte de Lima (V)

quarta-feira, janeiro 17, 2007
Um autopiano e Mia May no Teatro Diogo Bernardes_1925

logar do costume”. Março traz um concurso. A empresa incentiva o público a escolher um título para a película de "Mert Diesel" atribuindo “à pessoa que lhe der nome mais adequado um bilhete com entrada a 12 sessões” (Cf. Rio Lima, 15 de Março de 1925). A quadra pascal impõe um programa condizente; na tela passam “Por onde vem a felicidade”, “Galileu”, “Vida e Paixão de Cristo”, “Palestina” e “Lugares Santos” (Cf. Rio Lima, 22 e 29 de Março de 1925). Com Abril, a penumbra da sala foi iluminada com as imagens de Mia May (1884-1980), uma actriz alemã, aqui retratada.








