segunda-feira, março 12, 2007
A propósito de um cartaz da Rádio Ponte de Lima
quarta-feira, março 07, 2007
Dominguez Alvarez e Ponte de Lima

O catálogo inclui, ainda, na pág. 89, a reprodução de um dos desenhos constante nos cadernos de esboços que regista a feira de Ponte de Lima, usando grafite, aguarela e guache sobre papel (sem título). Estes albúns, pertencentes à colecção de Francisco Marques Pinto, até então inéditos, fizeram parte da mencionada exposição e resultam das suas viagens pelo norte de Portugal e Espanha. José Cândido Dominguez Alvarez teve um percurso artístico curto (falecerá com 36 anos, com tuberculose), contudo fértil, evidenciando-se o seu gosto por paisagens urbanas e rurais. Para os interessados, deixamos a referência bibliográfica de uma tese de doutoramento sobre Domiguez Alvarez, que está acessível na Biblioteca Nacional: Trinidad Muñoz, Antonio - Introducción al modernismo pictórico portugués: la originalidad de Domínguez Alvarez, 1906-1942 , Cáceres: [s.n.], 2003 [Tese doutoramento, Universidade de Extremadura, 2003]. sábado, março 03, 2007
Um Hino a Ponte de Lima
Trata-se do poema "Ilha dos Amores" de António Feijó, com composição musical do Ten. Amílcar Morais. A revista "Anunciador das Feiras Novas" publicou o poema e a partitura numa das suas edições.
O Hino de Ponte de Lima esteve para ser gravado há dez anos, por ocasião das comemorações do X Aniversário da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Com a devida autorização do então Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Ribeiro Pacheco, a execução deveria ter sido feita pela Banda da Armada. Aliás, chegou a ser notícia na Revista da Armada.
Decorridos dez anos, no momento em que a Casa do Concelho de Ponte de Lima assinala o XX Aniversário, eis que finalmente, o projecto é concretizado.
A sua execução coube à Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública e ao Orfeão Limiano.
A partir de agora, Ponte de Lima, as suas instituições culturais, desportivas, sociais e outras podem passar a utilizar o Hino de Ponte de Lima nas suas cerimónias oficiais. E os limianos podem, desde já, começar a aprender a cantá-lo, desde os bancos da escola, para que sintam orgulho na sua terra. Ao lado, está claro, d' A Portuguesa - o Hino Nacional - pois temos naturalmente orgulho em sermos portugueses! (Carlos Gomes)
Para os interessados, a letra e partitura do Hino foram publicados, sob a forma de reprodução, na edição do "O Anunciador das Feiras Novas" de 1987 (Ano IV, II série, nº IV), nas páginas 3 a 6, cuja capa reproduzimos.quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Carros e toques de corneta em Ponte de Lima
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Arquitectura em Ponte de Lima (VI)

sexta-feira, fevereiro 16, 2007
O Teatro Diogo Bernardes e o Carnaval_1908 e 1922-25
O Carnaval de 1922 decorreu, em Ponte de Lima, “sem entusiasmo algum”. Segundo o jornal Cardeal Saraiva “apenas o baile de terça feira sobressaiu pela concorrência que teve” (Cardeal Saraiva, 2 de Março de 1922). O discurso da decrepitude do Carnaval não era novo, mas os anos vinte parecem particularmente insatisfeitos com a forma como decorrem aqueles festejos. Em 1923, o jornal Rio Lima registava que “o Carnaval, ano a ano vai perdendo a sua alegria e esses tradicionais dias de alegria e folguedo, quasi se tornam um parêntesis de tristeza e ociosidade na rotina do trabalho” (Rio Lima, 18 de Fevereiro de 1923). Como fazem notar os jornalistas, o centro da diversão é o Teatro Diogo de Bernardes: “entre nós, pelas ruas, quasi não se deu pela sua passagem, apenas os bailes do teatro tiveram a habitual animação” (Rio Lima, 18 de Fevereiro de 1923). Em 1925, como referimos no nosso post de 17.01.07, João Seara, vende serpentinas, “lança perfumes” e “confeti” no interior do Teatro (Rio Lima, 22 de Fevereiro de 1925). Já em 1908, os cronistas locais faziam referência à regularidade do concurso aos bailes que ali se realizavam, numa sã rivalidade com os levados a efeito “num salão dos baixos da casa do Sr. Joaquim Valle, no Arrabalde, para tal fim alugado a uma comissão” (Eco do Lima, 23 de Fevereiro de 1908). “As commodidades que o Theatro proporciona” seriam, para o articulista limiano, “garantia de uma grande concorrência do nosso povo folgosão que alli procurará recreio durante algumas horas” (Eco do Lima, 1 de Março de 1908). No sentido de incentivar a presença de mascarados, a comissão organizadora anunciava um prémio “ao melhor mascara que se apresente”: uma aliança de ouro (Eco do Lima, 1 de Março de 1908).
terça-feira, fevereiro 13, 2007
A Batalha da Jutlândia no Teatro Diogo Bernardes

quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Octavio Feuillet e Vidocq no Teatro Diogo Bernardes


sábado, janeiro 27, 2007
Sanhudo, Mâncio e Laerte

Ponte de Lima tem neste campo das artes um legado que não merece displicência. No texto do prospecto de uma exposição sobre Sebastião Sanhudo, promovida pelo Museu Nacional de Imprensa (Porto), há alguns anos, na Torre da Cadeia Velha, Luis Humberto Marques, seu director, sugeria que a toponímia de Ponte de Lima e do Porto registassem o nome daquele caricaturista. Consultei o levantamento toponímico de Ponte de Lima elaborado por António José Baptista e verifiquei que essa sugestão não foi ainda tida em atenção (a menos que a decisão tenha sido posterior àquela publicação, 2001). Se, efectivamente, Sebastião Sanhudo não tem ainda lugar na toponímia local, aqui fica o repto. Julgamos que Alfredo Mâncio é digno de semelhante registo na memória toponómica da vila. Este para além do seu trabalho como caricaturista e, fora do âmbito das publicações de pendor humorista, fundará O Commercio, onde, segundo Júlio de Lemos, “advogava, com a calorosa devoção de um verdadeiro limarense, os interesses vitaes da nossa terra natalicia” (Cf. Notícias de Coura e Valença, 4 de Janeiro de 1906, nº 21, ano I). Esta sugestão não invalida que se pense noutras formas de recordar estas (e outras) figuras da história de Ponte de Lima. Creio que seria de toda a relevância introduzir no currículo escolar uma dimensão local e que muito desse trabalho poderia passar pelo primeiro ciclo, onde se percebe maior flexibilidade na gestão dos programas (se não concretizada na prática, possível na teoria). Não estamos a pensar numa simples exposição cuja efemeridade inviabilizaria um trabalho sistemático e a longo prazo, capaz de suscitar nas novas gerações o prazer de conhecer melhor a realidade local, mas num projecto construído e sustentado nas escolas, na autarquia e noutros agentes culturais locais.Voltando-nos para o presente, não deixa de ser interessante notar que um dos caricaturistas mais conhecidos no Brasil seja descendente de limianos. O próprio, Laerte Coutinho, o afirma
numa nota biográfica do sítio da Devir: "Nasci em 10 de junho de 1951 e me chamo Laerte Coutinho. Minha familia tem um pé em Portugal, meu bisavô Miguel veio de Ponte de Lima" (Cf. http://www.devir.com.br/hqs/laerte.php). Se quiser conhecer melhor este autor de "quadradinhos" consulte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Laerte_Coutinho ou o seu sítio oficial http://www.laerte.com.br/.
[Fontes: as mencionadas no texto e António José Baptista - Toponímia de Ponte de Lima. Ponte de Lima: Câmara Municipal de Ponte de Lima, 2001; Ilustrações: reprodução da primeira página de "O Sorvete"; do interior do prospecto mencionado no texto e de um retrato sobre a forma de desenho de Laerte Coutinho]
quinta-feira, janeiro 25, 2007
"Errare é umano"_coleccionando erros sobre Ponte de Lima
Para começar, um erro encontrado num artigo da revista electrónica "Pensar IberoAmérica - Revista de Cultura", intitulado "A cultura e os media em Portugal (uma análise interpretativa)" de Armando Teixeira Carneiro, doutor em Filosofia e Ciências da Educação pela Universidade Pontificia de Salamanca (Espanha) e professor do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração de Aveiro (Portugal), de acordo com a nota curricular que o encerra. Segundo o autor, "Portugal detém dois importantes títulos na Europa: de forma continuada o diário mais antigo europeu é o Açoriano Oriental, de Ponta Delgada, São Miguel, Açores, e o semanário mais antigo europeu é a Aurora do Lima, de Ponte de Lima, Minho" (Cf. nota de rodapé nº 26; sublinhado nosso). Ora como sabemos o jornal A Aurora do Lima é uma publicação vianense, fundada em 1855, pelo que a redacção correcta seria: "e o semanário mais antigo europeu é "A Aurora do Lima", de Viana do Castelo, Minho". O erro, que talvez decorra da confusão associada ao topónimo "Lima", não interfere significativamente no corpo do artigo e não retira ao seu teor qualquer validade. Contudo, fica aqui a nota de correcção.
O referido artigo pode ser lido em http://www.oei.es/pensariberoamerica/ric05a03b.htm#1a.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Casa do Concelho de Ponte de Lima
Situada na rua de Campolide, 316, junto a Sete-Rios, o local onde se encontra serviu antes ao funcionamento de uma fábrica de construção de elevadores.
Aquela Instituição regionalista ponte-limense assinala, no próximo dia 2 de Fevereiro de 2007, vinte anos de existência. A antecipar a efeméride, publicamos aqui duas fotos inéditas do local onde se encontra instalada, as quais datam muito provavelmente de meados do século vinte. As fotos em causa foram-nos disponibilizadas pelo Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa.

A imagem ao lado apresenta o aspecto de abandono em que então se encontravam as traseiras do edifício. Actualmente existe no local um magnífico jardim projectado pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles. Ao fundo, avista-se o Aqueduto das Águas Livres. domingo, janeiro 21, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Arquitectura em Ponte de Lima (V)

quarta-feira, janeiro 17, 2007
Um autopiano e Mia May no Teatro Diogo Bernardes_1925

logar do costume”. Março traz um concurso. A empresa incentiva o público a escolher um título para a película de "Mert Diesel" atribuindo “à pessoa que lhe der nome mais adequado um bilhete com entrada a 12 sessões” (Cf. Rio Lima, 15 de Março de 1925). A quadra pascal impõe um programa condizente; na tela passam “Por onde vem a felicidade”, “Galileu”, “Vida e Paixão de Cristo”, “Palestina” e “Lugares Santos” (Cf. Rio Lima, 22 e 29 de Março de 1925). Com Abril, a penumbra da sala foi iluminada com as imagens de Mia May (1884-1980), uma actriz alemã, aqui retratada. segunda-feira, janeiro 15, 2007
Harold Lloyd na tela do Teatro Diogo Bernandes

quarta-feira, janeiro 10, 2007
Para uma história do cinema em Ponte de Lima (I)
segunda-feira, janeiro 08, 2007
O Teatro Diogo Bernardes e uma sessão de cinema para as crianças das escolas do concelho de Ponte de Lima_1924

domingo, janeiro 07, 2007
sexta-feira, janeiro 05, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
O Teatro Diogo Bernardes e "A Morgadinha de Val Flor"_1923

O jornal Rio Lima, semanário fundado na década de vinte, sendo seu proprietário e director Eduardo de Castro e Sousa, publicava, à semelhança do jornal Cardeal Saraiva, em Janeiro de 1923, a notícia da reabertura, naquele mês, do "animatografo no Teatro Diogo Bernardes". O que, como vimos em post anterior, não se concretizará. Por sua vez, a edição de 28 de Janeiro, e no âmbito da produção literária local, anunciava que se encontrava à venda a edição póstuma de Sol d'Inverno, de António Feijó. Aproximadamente quatro meses depois, regista nas suas páginas uma breve nota sobre a representação, no Teatro da vila, das peças “A Migalha” e “A Morgadinha de Val Flor”. A primeira realizou-se no âmbito da tournée de Luz Veloso e Rafael Gomes. No que se refere à segunda peça, da autoria de Manuel Joaquim Pinheiro Chagas (1842-1895), retratado na imagem ao lado, notemos a sua popularidade. Escrita em 1869, permanecerá em cartaz por vários anos, satisfazendo o gosto do público, “combinando sentimentalismo ultra-romântico, umas tintas de pretenso ambiente do século XVIII e a exaltação, à Júlio Dinis, dos valores da burguesia rural”, no dizer de António José Saraiva e Óscar Lopes. Em 1923 surgirá o filme com o mesmo nome, de Ernesto de Albuquerque
(1883-1940). A peça foi tão popular que inspirou, entre outros, um fabricante de cigarros, Sá & Bernardo, no Brasil, como é visível no rótulo que reproduzimos. Pinheiro Chagas foi poeta (a ele se deve a questão coimbrã, conhecida por "bom senso e bom posto"), dramaturgo, novelista e historiador (entre outras obras, publicou uma História de Portugal e a biografia de 113 figuras nacionais, sob a designação Portuguezes Illustres). Para além da obra literária e histórica, desempenhou o cargo de ministro da Marinha e do Ultramar.sábado, dezembro 30, 2006
Voto para 2007
Ouvir o silêncio
deixá-lo encher gota a gota
o coração
como um remédio natural;
beber com o olhar,
aprender assim - a mitigar a sede.
Amândio Sousa Dantas
[foto: Chafariz da Praça de Camões, jcml; poema "Ouvir o Silêncio" de Amândio Sousa Dantas - Pousado no Silêncio, Lisboa: Edições Ceres, 2003, pág. 91]
sexta-feira, dezembro 29, 2006
O Teatro Diogo Bernardes e o cinema_1924

Entretanto, divulgava-se a exibição, para 9 de Novembro, de “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, cremos de Georges Pallu (1920). Com base no romance homónimo de Júlio Dinis, o filme inclui exteriores gravados em Lanhelas (Cf. http://www.amordeperdicao.pt/). Nos finais de Novembro, projectou-se sobre a tela mais um filme de Charlie Chaplin, desta feita “Charlot nas trincheiras”. quinta-feira, dezembro 28, 2006
O Teatro Diogo Bernardes e o cinema_1923 e 1924
Em Julho, anunciava-se a exibição das imagens do Raid Aéreo Lisboa – Rio de Janeiro, realizado pelos aviadores Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), em 1922. Nesta viagem histórica foram empregues os métodos e instrumentos de navegação nocturna, incluindo um sextante especial, da autoria de Gago Coutinho. O anos 20, particularmente 1922, foram tempos de aproximação cultural entre o Brasil e Portugal, reforçando-se vínculos e uma ideia e sentimento lusíada. quarta-feira, dezembro 27, 2006
O Teatro Diogo Bernardes, o cinematógrafo e a Companhia Rey Colaço
A Companhia Rey Colaço Robles Monteiro fizera a sua primeira aparição em público na noite de 18 de Junho de 1921, no Teatro de S. Carlos, com uma peça de Alfredo Cortez. Não deixa de ser interessante notar que Amélia Rey Colaço (1898-1990) estreou-se em 1917 com a peça Marianela, de Perez Galdós, a mesma que a companhia levou à cena em Ponte de Lima, em 1922. Como refere a página electrónica do Museu do Teatro, "Amélia Rey Colaço era uma actriz de excepção e além disso escolhia o repertório da companhia e distribuía as peças, bem como chamava a si a montagem de cada espectáculo, imprimindo-lhe requintes até então desconhecidos e que marcariam não só a companhia como todo o teatro em Portugal" (Cf. http://www.museudoteatro-ipmuseus.pt/). Durante o período em referência, no repertório da companhia predominavam "as peças dos novos autores portugueses, 38 ao todo, 22 em estreia incluindo seis revistas de carnaval com nomes como Alfredo Cortez, Carlos Selvagem ou Ramada Curto. A seguir vêm 28 peças francesas, 22 em estreia; 19 peças espanholas, 15 em estreia, sendo 5 dos célebres irmãos Quintero; 5 peças italianas, 2 brasileiras e 2 americanas" (idem). A partir de 1929, Amélia Rey Colaço e o seu marido Robles Monteiro (1888-1958) dirigem a Companhia do Teatro Nacional.
domingo, dezembro 24, 2006
Natal
sexta-feira, dezembro 22, 2006
O Teatro Diogo Bernardes e o cinematógrafo_1921
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Pelo Natal, um rio de poesia
[Extractos retirados de Conde d'Aurora - Mal Notadas Letras. Crónicas. Porto: Simões Lopes, s/d (1951?)]
domingo, dezembro 17, 2006

quarta-feira, dezembro 13, 2006
ITINERARIUM III ou a poesia segundo Cláudio Lima
“Itinerarium III” é o mais recente livro de poemas que Cláudio Lima acaba de publicar, o qual encerra uma trilogia poética que o autor iniciou, já lá vão doze anos. Rebelando-se contra o que considera mistificações e equívocos que se apresentam com o rótulo de poesia, recusando tutelas e dogmas estéticos, o poeta encontrou uma passagem para a verdade que existe na poesia, o caminho para a claridade dos sentidos. Ele próprio o afirma num dos seus poemas: “não busques o efeito nebuloso / no teu verso. / cultiva a claridade / de cada palavra / mesmo as de textura / mais opaca. / aprende que é em ti / que pode acontecer / a definitiva noite / do poema. / olha que a prolixidade é um desvio / premeditado e parvo / dos medíocres”.
Com considerável obra publicada, sobretudo no domínio da poesia, Cláudio Lima possui ainda vasta colaboração literária espalhada em jornais e revistas também no Brasil e Angola, também nas áreas da ficção, da diarística e da crítica literária, fazendo muitos dos seus trabalhos parte integrante de antologias e obras colectivas. Em 1997 realizou na Casa do Concelho de Ponte de Lima uma conferência alusiva aos cinquenta anos de actividade literária do escritor João Marcos, a qual se encontra publicada em livro. Publicou ainda “A Foz das Palavras”, “Por aqui não é passagem”, “Itinerarium”, “Itinerarium II”, “Maçã pra Dois”, “Vate do Reino”, “Arte de Amar Ponte de Lima”, “Os Morros de Nóqui” e “Um rio de muitas luzes”. Cláudio Lima é o pseudónimo literário de Manuel da Silva Alves, natural de Calvelo, em Ponte de Lima. Possui o curso de filosofia dos seminários franciscanos e, como a maior parte dos jovens da sua geração, viveu a experiência da guerra, tendo sido mobilizado para o norte de Angola, entre 1967 e 1969. Actualmente encontra-se radicado em Braga e é um assíduo colaborador da imprensa da nossa região. Para aguçar o apetite dos leitores para a poesia de Cláudio Lima, deixamo-los com o “soneto do meu desejo”, um dos poemas inserto no livro que acaba de publicar.
daria a minha vida por um verso
que fosse da vida o ápice perfeito
- um verso que não coubesse no universo
fosse embora à medida do meu peito
um só verso luzindo no disperso
desconserto do mundo insatisfeito
que fosse da maldade o puro inverso
e fosse do amor o belo efeito
dez sílabas medidas e não mais
para atestar o desejado enlace
do verbo com o ser, núpcias reais
um verso que esculpisse a exacta face
da esfinge esquiva aos édipos mortais
- um só verso que fosse, mas ficasse
sexta-feira, dezembro 08, 2006
População em Ponte de Lima (IV)

Construído com base nos dados dos Censos, apresentamos um gráfico que revela a evolução do número de fogos nas freguesias de Ponte de Lima, Arca, Arcozelo, Feitosa e Ribeira, entre os anos de 1864 e 1981. As linhas desenham aquilo que é uma evidência: a pressão urbanística sobre as áreas limítrofes à freguesia de Ponte de Lima. Percebe-se um crescimento sustentado da freguesia de Arcozelo, particularmente expressivo a partir da segunda metade do século passado. O abrandamento do crescimento de fogos na freguesia de Ponte de Lima corresponde ao movimento inverso que se verifica nas freguesias em torno do casco da vila. Brevemente, abrangeremos a informação coligida até ao Censo de 2001 e analisaremos, com mais cuidado, este processo.















