
[Anúncio às Padarias Limarense publicado no "O Anunciador das Feiras Novas" de 1948]


logar do costume”. Março traz um concurso. A empresa incentiva o público a escolher um título para a película de "Mert Diesel" atribuindo “à pessoa que lhe der nome mais adequado um bilhete com entrada a 12 sessões” (Cf. Rio Lima, 15 de Março de 1925). A quadra pascal impõe um programa condizente; na tela passam “Por onde vem a felicidade”, “Galileu”, “Vida e Paixão de Cristo”, “Palestina” e “Lugares Santos” (Cf. Rio Lima, 22 e 29 de Março de 1925). Com Abril, a penumbra da sala foi iluminada com as imagens de Mia May (1884-1980), uma actriz alemã, aqui retratada. 


(1883-1940). A peça foi tão popular que inspirou, entre outros, um fabricante de cigarros, Sá & Bernardo, no Brasil, como é visível no rótulo que reproduzimos. Pinheiro Chagas foi poeta (a ele se deve a questão coimbrã, conhecida por "bom senso e bom posto"), dramaturgo, novelista e historiador (entre outras obras, publicou uma História de Portugal e a biografia de 113 figuras nacionais, sob a designação Portuguezes Illustres). Para além da obra literária e histórica, desempenhou o cargo de ministro da Marinha e do Ultramar.
Entretanto, divulgava-se a exibição, para 9 de Novembro, de “Os Fidalgos da Casa Mourisca”, cremos de Georges Pallu (1920). Com base no romance homónimo de Júlio Dinis, o filme inclui exteriores gravados em Lanhelas (Cf. http://www.amordeperdicao.pt/). Nos finais de Novembro, projectou-se sobre a tela mais um filme de Charlie Chaplin, desta feita “Charlot nas trincheiras”.
Em Julho, anunciava-se a exibição das imagens do Raid Aéreo Lisboa – Rio de Janeiro, realizado pelos aviadores Gago Coutinho (1869-1959) e Sacadura Cabral (1881-1924), em 1922. Nesta viagem histórica foram empregues os métodos e instrumentos de navegação nocturna, incluindo um sextante especial, da autoria de Gago Coutinho. O anos 20, particularmente 1922, foram tempos de aproximação cultural entre o Brasil e Portugal, reforçando-se vínculos e uma ideia e sentimento lusíada.
A Companhia Rey Colaço Robles Monteiro fizera a sua primeira aparição em público na noite de 18 de Junho de 1921, no Teatro de S. Carlos, com uma peça de Alfredo Cortez. Não deixa de ser interessante notar que Amélia Rey Colaço (1898-1990) estreou-se em 1917 com a peça Marianela, de Perez Galdós, a mesma que a companhia levou à cena em Ponte de Lima, em 1922. Como refere a página electrónica do Museu do Teatro, "Amélia Rey Colaço era uma actriz de excepção e além disso escolhia o repertório da companhia e distribuía as peças, bem como chamava a si a montagem de cada espectáculo, imprimindo-lhe requintes até então desconhecidos e que marcariam não só a companhia como todo o teatro em Portugal" (Cf. http://www.museudoteatro-ipmuseus.pt/). Durante o período em referência, no repertório da companhia predominavam "as peças dos novos autores portugueses, 38 ao todo, 22 em estreia incluindo seis revistas de carnaval com nomes como Alfredo Cortez, Carlos Selvagem ou Ramada Curto. A seguir vêm 28 peças francesas, 22 em estreia; 19 peças espanholas, 15 em estreia, sendo 5 dos célebres irmãos Quintero; 5 peças italianas, 2 brasileiras e 2 americanas" (idem). A partir de 1929, Amélia Rey Colaço e o seu marido Robles Monteiro (1888-1958) dirigem a Companhia do Teatro Nacional.
[Extractos retirados de Conde d'Aurora - Mal Notadas Letras. Crónicas. Porto: Simões Lopes, s/d (1951?)]


Coincidente com a comemoração do décimo quinto aniversário da Estudantuna Académica de Ponte de Lima, abrem, no próximo dia 10 de Dezembro, na Casa de Turismo, as exposições "A Tuna de Ponte de Lima", com peças dos barristas Baraças, e “Os últimos trovadores do Lima”, um trabalho do fotojornalista Paulo Teixeira, enriquecido com o texto de Cândido Sobreiro. Com os apoios da Universidade Fernando Pessoa, Fundação Fernando Pessoa e Câmara Municipal de Ponte de Lima, a exposição pode ser visitada até ao dia 29 de Dezembro.
[anúncio publicado em 1919]
Dois anúncios da Farmácia da Misericórdia. Em 1919, afirmava-se que, sendo "uma das principais da provincia", possuía "um completo e variado sortimento de preparações e especialidades farmaceuticas". O anúncio de 1948, publicado no "O Anunciador das Feiras Novas", chamava atenção dos clientes para o facto de ser depósito das cervejas e laranjadas da Companhia União Fabril Portuense, agente de seguros e vendedor de papel selado.
xamos, desde já, o nosso agradecimento) inclui a reprodução da capa cujo tema nos remete literalmente para "outros tempos". O cenário não mudou mas as prácticas sociais, os rituais, as sociabilidades tomaram outras configurações. As águas do rio deixaram de ter a mesma impetuosidade; as lavadeiras foram substituídas por máquinas. As conversas e os cantares das "coradeiras" deixaram de acompanhar o sussurar das águas. Os panos estendidos ao longo do areal deram (infelizmente!) espaço a automóveis. Quando é que se libertará o areal desse intruso visual, desse elemento poluente e descaracterizador? Não podemos estar sempre a regressar a "outros tempos", mas do passado não devemos perder aquilo que ele teve de melhor. José Ernesto Costa fala de um "nó" na garganta quando escreve sobre o passado. O presente também traz um "nó" quando nos esquecemos de olhar o passado. A memória é o melhor alicerce do futuro.
A Ordem dos Arquitectos apresentou recentemente o IAPXX - Inquérito à Arquitectura do Século XX em Portugal -, uma iniciativa realizada pela referida Ordem em parceria com a Fundació Mies van der Rohe e o Instituto das Artes, co-financiada pelo Interreg III - SUDOE. Segundo os promotores da iniciativa este inquérito "teve como objectivo registar em base de dados digital um levantamento do património arquitectónico construído em Portugal durante o século XX, tornando-o matéria acessível ao público em geral". Concretizado o levantamento, que na região norte foi coordenado por Sérgio Fernandez, o trabalho está disponível no endereço