
domingo, novembro 05, 2006
Sobre o comércio limiano_1913

quarta-feira, novembro 01, 2006
O Conde d'Aurora procura e gratifica...
sexta-feira, outubro 27, 2006
Sobre as cheias no nosso Lima...
quarta-feira, outubro 25, 2006
População em Ponte de Lima (II)

domingo, outubro 22, 2006
quarta-feira, outubro 18, 2006
O cortejo histórico das Feiras Novas
terça-feira, outubro 17, 2006
Balanço das Feiras Novas_1908
sexta-feira, outubro 13, 2006
quinta-feira, outubro 12, 2006
O Teatro D. Fernando, uma morte anunciada (II)
terça-feira, outubro 10, 2006
Festival de Jardins_2006

A flor tem a linguagem de que a sua semente não fala.
A raiz não parece dar aquele fruto.
Não parece que a flor e a semente sejam da mesma linguagem.
Retirada a linguagem
a semente é igual a flor
a flor igual a fruto
fruto igual a semente
destino igual a devir.
E era o que se pedia: igual.
José de Almada Negreiros (1893-1970), Poemas.
[foto: jcml, aspecto do jardim "A Música da Horta", Festival de Jardins, 2006]
sexta-feira, outubro 06, 2006
Arquitectura em Ponte de Lima (III)
Para os interessados em arquitectura e na sequência do nosso post intitulado "Arquitectura em Ponte de Lima (II)", publicado em 15.09.2006, deixamos mais uma nota bibliográfica sobre a obra de Eduardo Souto de Moura (n. 1952). Trata-se da revista temática ELcroquis (nº 124, 2005) dedicada àquele arquitecto, onde é mencionado o trabalho desenvolvido na Quinta de Anquião, duas moradias situadas num terreno com declive acentuado.quinta-feira, outubro 05, 2006
O Teatro D. Fernando, uma morte anunciada.
Em Março de 1888, deflagrou um incêndio no Teatro Baquet, no Porto, que vitimou dezenas de pessoas, produzindo na opinião pública um sentimento de tragédia. Não era a primeira vez que ocorria um incêndio numa sala de teatro naquela cidade. Alguns anos antes, em Julho de 1875, o Teatro da Trindade ficou reduzido a cinzas. Estes acontecimentos alertaram a opinião pública e as autoridades, quer do poder central quer dos municípios, para os problemas de segurança nestes espaços de cultura e divertimento. Ponte de Lima não ficou alheia a esta preocupação. Em 1879, a Câmara Municipal de Ponte de Lima, tendo "sido annunciado no dia de hontem no Commercio do Lima bailes públicos no Teatro de Dom Fernando" e "estando o mesmo fichado á annos pelo motivo de que pode darse um caso de insendio", solicitava ao Administrador do Concelho que tomasse as medidas necessárias para "não consentir taes bailes no mesmo Theatro” (Arquivo Municipal de Ponte de Lima, Livro de actas camarárias, 6 de Fevereiro de 1879). Na sequência da tragédia no Teatro Baquet, foi publicada uma portaria que estabelecia a realização de inspecções e a concretização de obras por parte dos proprietários dos edifícios onde se realizavam espectáculos cénicos. Impressionado pelos acontecimentos, o editorialista do jornal "A Voz do Lima" publicava, no dia 28 de Março, um artigo onde se defendia que o Teatro D. Fernando constituía um perigo. Dizia-se que "o nosso theatro, pequeno e acanhado, com uma sahida apenas, com uns corredores por onde só cabe uma pessoa, n'um caso de sinistro, será o causal de tudo lá ficar". Numa edição posterior (11 de Abril), o jornal reconhecia que não tinha clamado "no dezerto" a sua "voz quando fallamos em que se devia ser condemnado, expropriado até, o nosso pequeno Theatro D. Fernando". Para o autor daquelas linhas, não bastaria encerrar o espaço - "outros dias, outras politicas, empenhos valiosos e lá teremos o mesmo perigo" - era necessário que Ponte de Lima se empenhasse na "completa extincção do theatro" e na construção de um outro "em melhores e mais seguras condições". Perfilhava-se um caminho para o nascimento do novo teatro em Ponte de Lima - o Teatro Diogo Bernardes. [fontes: Arquivo Municipal de Ponte de Lima e jornal "A Voz do Lima"]
[foto: Teatro Baquet, gravura, Nogueira da Silva, 1863 in Arquivo Pitoresco, v. VI, Lisboa 1863, p. 257]
sexta-feira, setembro 29, 2006
quinta-feira, setembro 28, 2006
Ponte de Lima e o poeta Charles Tomlinson
quarta-feira, setembro 27, 2006
Obras de Luis de Sousa Dantas na Biblioteca do Congresso Americano
Segundo o responsável pela "The Library of Congress", a biblioteca "it is the largest library in the world", com "mais de 29 milhões de livros e outros materiais impressos, 2.7 milhões de gravações, 12 milhões de fotografias, 4.8 milhões de mapas e 58 milhões de manuscritos". Um dos objectivos da Biblioteca é preservar, e legar às gerações vindouras, uma colecção do conhecimento e da criatividade universal.
População em Ponte de Lima
segunda-feira, setembro 25, 2006
Feiras Novas_1865

O jornal O Lethes noticiava os actos festivos de Setembro, em Ponte de Lima, da seguinte forma:
"No dia 20, teve logar na egreja matriz a solemne funcção da muito milagrosa imagem de Nossa Senhora das Dôres. A missa cantada foi acompanhada a instrumental. Houve exposição e sermão, em que o revº Fr. Manoel do Amor Divino teve mais uma occasião de patentear os seus excellentes dotes oratorios. A noute antecedente ao dia da festa foi abrilhantada por um bello fogo do ar e preso, ouvindo-se nos intervallos a excellente banda de musica do snr. Manoel Dantas e Sousa".
[foto: jcml, imagem de Nossa Senhora das Dores, Igreja Matriz de Ponte de Lima]
[texto: O Lethes, 22 de Setembro de 1865]
domingo, setembro 24, 2006
quarta-feira, setembro 20, 2006
Uma "farpa" de Ramalho Ortigão
"Em Ponte de Lima, a ponte que deu o nome à vila é um dois mais antigos monumentos do seu género em Portugal. Assenta em vinte e quatro arcos, dos quais dezassete em ogiva.
[Excerto de As Farpas. Lisboa: Clássica Editora, 1986. Tomo I, pág. 44-45]
[Foto de Ramalho Ortigão: Photographia Contemporanea In O Contemporaneo, Lisboa 1881, nº 100; foto: jcml]
terça-feira, setembro 19, 2006
Feiras Novas 2006: duas notas

Nota positiva: o novo ordenamento dos comerciantes na Avenida dos Plátanos. Ganharam a segurança, o comprador (e provavelmente, o vendedor), o visitante que procura usufruir a paisagem ou simplesmente deambular sem o aperto asfixiante de outros anos.
Nota negativa: a Comissão de Festas e a Câmara Municipal devem cuidar da limpeza regular das áreas mais concorridas, distribuir mais wc's (sinalizando-os), colocar mais recipientes de depósito de lixo, apelar ao visitante para o respeito pelos espaços ajardinados, utilizar a amplificação sonora para fazer chegar a mensagem da educação ambiental (que deve ser, também, preocupação no período festivo).
Voltaremos ao assunto.
sexta-feira, setembro 15, 2006
Arquitectura em Ponte de Lima (II)

A revista Arquitectura Ibérica dedica o seu 13º número ao Comércio/Lazer, reservando algumas das suas páginas para o trabalho criado, em Ponte de Lima, pelo arquitecto José Manuel Castro Carvalho Araújo (n. 1961) - o mercado/feira do gado (projecto de 2001/2005). Este será um dos palcos das Feiras Novas, uma vez que para aquele local foram remetidos o concurso pecuário (Sábado, 8.30 horas), a corrida de garranos (Sábado, 15 horas) e, revelando a polivalência do espaço, parte da animação nocturna. O mercado/feira do gado é um projecto que se evidencia pela simplicidade, pela sobriedade e pelo encaixe paisagístico, com interessantes prolongamentos da realidade envolvente. A recente atribuição da denominação de Expolima patenteia uma vontade de tornar o espaço aberto a outras iniciativas para além da comercial. A configuração do complexo arquitectónico e o seu contexto potenciam a polivalência de usos.
[foto: reprodução da capa da revista Arquitectura Ibérica, nº13, Comércio/Lazer, editada em 03/2006, pela Caleidoscópio]
quinta-feira, setembro 14, 2006
Nas vésperas das Feiras Novas (1901)

O jornal "A Semana", há precisamente 105 anos, registava, tendo como horizonte as Feiras Novas, que "Ponte de Lima transforma-se, transfigura-se! Da sua normal pacatez, surge como por encanto, o phantastico tumultuar d'uma população galvanizada pela febre do praser." Para o articulista, "o entusiasmo era geral", acrescentando: "Podera... não que as festas do equinocio são a despedida do verão e passadas ellas, adeus noites calmosas da avenida, deliciosas noites de luar; calar-se-hão os rouxinoes, da outra banda e começarão as longas noites de tedio, na sancta paz do borralho...". A avenida, nesse ano, seria iluminada com "grandes globos de vidro para illuminação a luz acetylene, produzindo o effeito d'arcos voltaicos". O cenário estava preparado, a ansiedade agudizava-se... Hoje, como ontem, apetece dizer: "toca a gosar n'estes dias".
[texto construído com base na notícia publicada no jornal "A Semana", de 14 de Setembro de 1901 (nº 478, ano X)]
[foto: jcml, aspecto do areal em Maio de 2006, nas comemorações dos 180 anos das Feiras Novas]
sábado, setembro 09, 2006
Arquitectura em Ponte de Lima (I)
Nascido em 1952, Eduardo Souto de Moura é um dos arquitectos mais conhecidos e notáveis do país. Trabalhou com Álvaro Siza Vieira (n.1933) e na sua obra é evidente a influência de Mies van der Rohe (1886-1969). Ponte de Lima abriga uma das suas obras de referência: 2 casas situadas na Quinta de Anquião. Trata-se de um projecto de 2001, executado entre 2001 e 2002. O livro "Eduardo Souto de Moura. Habitar", editado pela Caleidoscópio (2004), utiliza na capa uma fotografia, de Luis Ferreira Alves, com um pormenor das casas. No interior, podemos encontrar fotografias, alçados, cortes e esquissos do autor. O grupo de habitações, quase escultórico, encontra-se implantado num terreno muito inclinado, na proximidade do Campo de Golfe de Ponte de Lima.[fotografia: montagem da reprodução da capa, foto do autor e do conjunto de casas]
[para ler: José Manuel das Neves - Eduardo Souto de Moura. Habitar. Casal de Cambra: Caleidoscópio, 2004]
quarta-feira, setembro 06, 2006

Ainda com cheiro a tinta, chega-nos a capa da vigésima terceira edição de "O Anunciador das Feiras Novas". Remetendo-nos para a comemoração dos 180 anos das Feiras Novas, a composição da capa estabelece uma ligação entre o passado e o presente, dando conta de continuidades - o aglomerado de homens e mulheres, as decorações... - e mudanças - os gigantones recentemente criados, que se tornaram uma das marcas dos festejos. A sobriedade de toda a capa encontra contraponto no colorido do Largo. E se à imagem fosse possível juntar o som, a caixa aberta deixaria transpor a algazarra dos forasteiros, o estrondear dos bombos ou os acordes da Banda. Contudo, no passado como no presente, o elemento central das festas são as pessoas esfervilhando - comprando, dançando, cantando, bebendo e comendo - sob o olhar atento do granito das antigas muralhas e dos arcos da ponte, que abraçam um extenso areal acariciado pelo remansoso rio Lima.
domingo, setembro 03, 2006
Revisitar os espaços d' "O Anunciador das Feiras Novas" de 1948 (I)
A edição de 1948, segundo número e último da primeira série de publicação, incluía uma página, que reproduzimos, sobre a Igreja do Senhor da Saúde, na freguesia de Sá. 
Revisitamos aquele local de culto e verificamos que as tradições religiosas se mantêm vivas... Não era dia de festa, mas um homem, com um lenço regional na cintura, cumpria uma promessa. No recinto do Santuário ainda é possível encontrar mortalhas, velas e círios para o cumprimento daquele tipo de prática religiosa.
Junto ao altar com a imagem do Senhor da Sáude encontram-se pagelas onde se anuncia a romaria. À semelhança da edição de 1948, as pagelas publicitam a romaria "que se realiza todos os anos e nos primeiros sábado e domingo do mês de Agosto". Dizia "O Anunciador" que era a "mais afamada e concorrida romaria do concelho de Ponte de Lima, aonde dos visinhos concelhos de Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Paredes de Coura, acorrem milhares de pessoas". Coincidência: um táxi de Arcos de Valdevez aguardava a conclusão da visita do templo pelo seu cliente.
Junto ao Santuário é possível usufruir de um parque de merendas arborizado, onde pontificam velhos carvalhos e outras árvores de grande porte. O recinto do Santuário está repleto de oliveiras provectas e o templo revela asseio e cuidado. Uma das suas colunas denuncia inscrições que o tempo (ou a acção humana) deliu. A construção revela um carácter popular.
segunda-feira, agosto 28, 2006

Tudo será construído no silêncio, pela força do silêncio, mas o pilar mais forte da construção será uma palavra. Tão viva e densa como o silêncio e que, nascida do silêncio, ao silêncio conduzirá.
[António Ramos Rosa, O Aprendiz Secreto. Vila Nova de Famalicão: Edições Quasi, 2001]
[foto: jcml, pormenor da Fonte de S. João, Largo de S. João, Ponte de Lima]
sexta-feira, agosto 25, 2006

"O Anunciador das Feiras Novas" é uma publicação periódica fundada por Augusto de Castro e Sousa, em 1947, e reeditada por Alberto do Vale Loureiro, a partir de 1984. A capa reproduzida corresponde ao primeiro número da segunda série. Augusto de Castro e Sousa editou dois números. A actual série vai no 22º número publicado.
O blog toma o nome da revista e pretende cumprir na blogosfera a sua linha editorial: divulgação da cultura e da arte limiana. Como é natural, não terá uma edição anual, à semelhança da publicação em papel, mas actualizar-se-á sempre que a vida de Ponte de Lima e do autor dos post se cruzar. Para saber mais sobre a revista "O Anunciador das Feiras Novas" acede ao seguinte endereço: http://anunciadordasfeirasnovas.planetaclix.pt/pontelima.html








