Quinta-feira, Julho 02, 2009

Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima

Começando no próximo dia 11 de Julho, a edição deste ano do Festival de Ópera e Música Clássica de Ponte de Lima, conta com a presença, entre outros, da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, o Doppio Ensemble, o Quarteto Lopes Graça, London Bridge Ensemble e do Quorum Ballet. Encerra dia 18, com um programa russo executado por orquestra e cantores.

Quarta-feira, Junho 17, 2009

Festival Internacional de Jardins, 2009

Algumas imagens como "aperitivo" para uma visita... com tempo!

Terça-feira, Junho 16, 2009

arte para excursionistas?

Quinta-feira, Junho 11, 2009

">

Terça-feira, Junho 09, 2009

Sombra no areal...

Segunda-feira, Junho 01, 2009

Integrando o programa da Feira do Livro de Ponte de Lima, certame a decorrer até 7 de Junho, na Expolima, no próximo dia 6 de Junho, pelas 17 horas, será apresentado o livro "Figuras Populares de Ponte de Lima", de Luís Dantas. Os trabalhos realizados pelo autor, quer nesta temática quer noutras, auguram um livro marcante. Entretanto, hoje foi dado a conhecer, em sessão própria, o livro Viajar com... António Feijó, de José Cândido Martins. O programa da Feira inclui outras apresentações, como pode ver aqui.

A Cidade do Sonho

[...]

Se o teu ânimo sofre amarguras na vida,
Deves empreender essa jornada louca;
O Sonho é para nós a Terra Prometida:
Em beijos o maná chove na nossa boca...

[...]

António Feijó
Sol de Inverno (1915)

Terça-feira, Maio 26, 2009

Para que serve um areal?

A recente intervenção no areal suscitou alguma perplexidade. Perdidos os usos forjados por séculos de história, à excepção da feira, parecem ter sumido as razões para manter aquele espaço como um simples areal. Este não é o meu ponto de vista. O areal é um objecto de natureza, formado por processos de sedimentação hidráulica. Desde logo, o areal conta-nos uma história natural, a da evolução dos elementos físicos, do devir da Natureza. Ponte de Lima merece muito do seu encanto à capacidade que os homens foram demonstrando, ao longo de séculos, de ligar a construção humana à forma primeva. Por outro lado, a sua configuração enquanto espaço urbano resultou de uma relação estreita com o rio, adaptando-se às mudanças impostas pela correnteza das águas e pelas areias (veja-se, por exemplo, a implantação das pontes romana e medieval). O areal sendo elemento natural é, também, coisa construída, testemunho de permanências e memórias. Não consideramos que salvaguardar a memória implique sempre acentuar as permanências. Contudo, não podemos deixar de notar que, perdidas muitas das funções tradicionais do areal (espaço de brincadeira, lugar de corar e estender roupa…) e sendo manifesta a inapropriada colonização pelos automóveis, resta a presença de uma forma. O areal tem, actualmente e do meu ponto de vista, na forma geral da vila uma função essencial: permitir a entrada de ar e de luz, permitir a respiração, e, dessa forma, suscitar a compreensão de um certo telurismo que justifica muitas das características de Ponte de Lima. Nessa medida, o areal deve ser sempre simples areal, um espaço público que nos permita fruir os elementos naturais, o casario, a ponte, o horizonte, as montanhas e o céu, sem intrusões visuais significativas ou intervenções que nos façam esquecer todo o espaço envolvente. Um areal, assim entendido, valoriza o edificado, dando-lhe monumentalidade. Um areal, assim sem outra função, reconduz Ponte de Lima às suas origens.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

Feira Medieval 2009

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Conheça o programa da Feira Medieval.

Terça-feira, Maio 19, 2009

Museu dos Terceiros na web

Recomenda-se a visita ao sítio virtual do Museu dos Terceiros. Para além das informações gerais (horários, descrição das exposições temporárias e permanente...) e dos regulamentos (de visita e acesso a serviços), o visitante encontra o inventário, com um sistema de pesquisa simples, permitindo uma recuperação da informação ágil. Iniciativa louvável!

Segunda-feira, Maio 11, 2009

Pensando o aformoseamento da Montanha de Santa Maria Madalena

Como as estradas e os caminhos têm estórias e histórias (que, notemos, seria interessante recolher e estudar), aqui deixamos a notícia do estudo de abertura daquela que liga a vila ao Monte de Santa Maria Madalena. Sobre esta montanha e seu arranjo é obrigatória a leitura dos textos escritos pelo Padre Manuel Dias. Quanto à notícia, faz esta semana oitenta e seis anos que foi publicada. Com efeito, em Maio de 1923, a imprensa local noticiava o início dos trabalhos da "Comissão promotora do aformoseamento da montanha de Santa Maria Madalena", tendo realizado a "medição e estudo dos terrenos para a abertura do ramal de estrada para o alto da mesma". Escrevia o jornal Rio Lima (na edição de 13 de Maio) que "os srs. João Rodrigues de Morais e José Francisco de Amorim, aderam gratuitamente as suas propriedades, ali existentes, o terreno necessario para o córte da estrada, sendo de esperar que os demais proprietários lhe sigam o exemplo que é digno dos nossos melhores encomios". A referida notícia registava, ainda, que António Silva Barros se prontificara a fazer o estudo e traçado da estrada gratuitamente.

Quinta-feira, Abril 23, 2009

A vila em dia de feira (1901)

"... mas por ahi um pittoresco formigueiro de feirantes que iam e vinham num bulicio admiravel e num pardalar que azoinava. Aqui e além estadeavam-se os raros que, indifferentes á grande lucta pela vida, se inebriavam num invejavel dolce far niente; e pouco a pouco uns e outros foram abalando, mas sómente ao expirar do dia ficou esta villa na sua normal pacataz" (A Semana, 16 de Março de 1901).

Sábado, Abril 11, 2009

Doce Páscoa

Há gestos, imagens e objectos - portadores de memória - que nos levam ao comércio tradicional.

Quinta-feira, Abril 09, 2009

Afinidades Secretas de António Feijó

Contemplemos o tronco envelhecido. A custo
Nasce aquele renovo, e a todos os momentos
Alimenta-se e cresce e chega a ser arbusto,
Com os ramos cobrindo os galhos corpulentos
Do carcomido tronco...

A senectude austera,
Com grinaldas de musgo e com abraços de hera,
Trabalha e sofre e luta arrebatando a seiva,
Com a raiz cravada à produtiva leiva,
Para dar vida à infância!

Olhando o grupo eu cuido
Que prende a Natureza o mesmo estranho fluido;
Que no tronco e no arbusto e no reptil e na ave
Existe alguma coisa humamente suave,
Como no homem existe um pouco desse instinto
Da pantera ferida e do leão faminto...
António Feijó

Quarta-feira, Abril 01, 2009

Parece-lhe familiar?...

"Em Portugal ha, neste momento, três raças distintas: a dos que procuram trabalhar e produzir o mais que podem, a dos que ambicionam fazer o menos que podem e a dos que procuram impedir, com a mais obstinada das teimosias, todo o trabalho útil e todo o esforço profícuo e criador." (Cardeal Saraiva, 23.09.1920).

"Parece que uma onda de loucura invadiu as classes dirigentes, onda que vem chocar-se com uma outra de revolta que se vem avolumando pela anarquisação da sociedade, onde a fome principia a fazer sentir os seus horrores (...)" (Cardeal Saraiva, 2.09.1920).